segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lição 7 - 2º Trimestre 2011 - OS DONS DE PODER. 15 de Maio de 2011



LEITURA BÍBLICA: Atos 8.5-8; 1 Cor 12.4-10
Atos 8.5-8: 5. Filipe foi até a capital da Samaria e anunciava Cristo às pessoas dali, 6. e as multidões ouviam com atenção o que ele dizia. Todos o escutavam e viam os milagres que ele fazia. 7. Os espíritos maus, gritando, saíam de muitas pessoas, e muitos coxos e paralíticos eram curados. 8. E assim o povo daquela cidade ficou muito alegre.
1 Cor 12.4-10: {4}4. Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons. 5. Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. 6. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo. 7. Para o bem de todos, Deus dá a cada um alguma prova da presença do Espírito Santo. 8. Para uma pessoa o Espírito dá a mensagem de sabedoria e para outra o mesmo Espírito dá a mensagem de conhecimento. 9. Para uma pessoa o mesmo Espírito dá fé e para outra dá o poder de curar. 10. Uma pessoa recebe do Espírito poder para fazer milagres, e outra recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus. Ainda outra pessoa recebe a capacidade para saber a diferença entre os dons que vêm do Espírito e os que não vêm dele. Para uma pessoa o Espírito dá a capacidade de falar em línguas estranhas e para outra ele dá a capacidade de interpretar o que essas línguas querem dizer.

OBJETIVOS:
Conhecer os dons de poder.
Explicar o que representa cada dom.
Saber que os dons são necessários para a edificação do Corpo de Cristo.

INTRODUÇÃO
Dons. A palavra usada para dons, pela primeira vez, contrasta com pneumatikon de 1 Cor 12.1. Charismata se refere a dons da graça de Deus em cada cristãos, por meio dos quais Deus pode fortalecer Seu povo. Diversidade aparece nos versículos 4,5 e 6 sob a forma da mesma palavra grega. Observe a diversidade na obra da Trindade. No versículo 4, o Espírito distribui cada um deles ao cristãos (1 Cor 12.11). No versículo 5, o filho de Deus determina ao cristão o modo específico como o dom é manifestado no corpo (1 Cor 12.12-27). No versículo 6, o Pai provê a força ao cristão no exercício do dom(1 Cor 12.28). Deus opera Sua vontade por meio de Seu povo de muitas maneiras.
Ninguém foi colocado no corpo para ser igual a outro membro nem exercera mesma função. O Espírito é o mesmo... o Senhor é o mesmo... o mesmo Deus. Embora as pessoas recebam dons diferentes do altíssimo, Deus e Sua obra estão unidos. Sejam quais forem os dons que diversas pessoas tenham ou não, o único Deus opera todas essas coisas (v.11).

1. O DOM DA FÉ.
Assim como o dom da palavra da sabedoria comanda os dons de revelação, a profecia os dons de elocução, o dom de fé comanda os dons de curar e operação de milagres, que constituem o grupo denominado “Dons de Poder”.
O dom da fé, entre outras coisas, é um tipo especial que comanda a ação dos dons de curar e de milagres e maravilhas. Ele implica na capacitação espiritual e sobrenatural que conduz o cristão a confiar em Deus, a fim de realizar proezas em nome do Senhor.
A “fé especial”. Esta deve distinguir-se da fé salvadora e da confiança em Deus, sem a qual é impossível agradar-lhe (Heb 11.6). É certo que a fé salvadora é descrita como um dom (Efés 2.8), mas nesta passagem a palavra “dom” é usada em oposição às “obras”, enquanto em 1 Cor 12.9 a palavra usada significa uma dotação especial do poder do Espírito. Que é o dom de fé? Donald Gee descreve-o da seguinte maneira: ... uma qualidade de fé, às vezes chamada por nossos teólogos antigos, a “fé miraculosa”. Parece vir sobre alguns dos servos de Deus em tempos de crise e oportunidades especiais duma maneira tão poderosa, que são elevados fora do reino da fé natural e comum em Deus, de forma que têm uma certeza posta em suas almas que os faz triunfar sobre tudo... possivelmente essa mesma qualidade de fé é o pensamento de nosso Senhor quando disse em Marcos 11.22: “Tende a fé de Deus”. Era uma fé desta qualidade especial de fé que ele podia dizer, que um grão dela podia remover uma montanha (Mat. 17.20). Um pouco dessa fé divina, que é um atributo do Todo-poderoso, posto na alma do homem – que milagre pode produzir! Exemplos da operação do dom em 1 Rs 18.33-35; At 3.4.

2. OS DONS DE CURAR.
Dizer que uma pessoa tenha os dons (note-se o plural, talvez referindo-se a uma variedade de curas) significa que são usados por Deus duma maneira sobrenatural para dar saúde aos enfermos por meio da oração. Parece ser um dom-sinal, de valor especial ao evangelista para atrair o povo ao Evangelho. (Atos 8.6,7; 28.8-10.) Não se deve entender que quem possui esse dom (ou pessoa possuída por esse dom) tenha o poder de curar a todos; deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo. O próprio Cristo foi limitado em sua capacidade de operar milagres por causa da incredulidade do povo (Mat. 13.58).
A pessoa enferma não depende inteiramente de quem possua o dom. Todos os crentes em geral, e os anciãos da igreja em particular, estão dotados de poder para orar pelos enfermos. (Mar. 16.18; Tg 5.14.) Por isso mesmo, o poder para curar é muito desejado, em virtude de ser um sinal eloquente na confirmação da mensagem do evangelho, como também em razão da verdadeira simpatia cristã para com os sofredores e o desejo de proporcionar-lhes alívio.
À semelhança de todos os outros, este dom está na dependência da sabedoria de Deus.
Há diversidade de opiniões a respeito da forma plural usada para o dom de curar. Acham alguns que a expressão “dons de curar” tem a ver com as diferentes doenças ou que algumas pessoas podem ser usadas para curar certas doenças e outras não. Pessoalmente, julgamos mais correto admitir que “dons de curar” tem relação com as diferentes maneiras como apraz a Deus curar qualquer tipo de enfermidade ou doença, usando qualquer pessoa. Há casos em que a cura é instantânea, visível e espetacular. Há também os casos de cura em que sintomas da doença não desaparecem imediatamente, embora a pessoa atingida pelo dom de Deus esteja segura da cura pela operação divina.
Temos também ouvido de pessoas que sofriam de enfermidades crônicas, que oraram ou pediram oração para serem curadas e só alguns dias depois se aperceberam de que estavam livres da enfermidade. Por outro lado, o fenômeno da cura divina se tem manifestado muitas vezes em pessoas que não aceitaram Cristo com Salvador.
Assim, não nos parece evidente que “dons de curar” signifique dons, em diferentes pessoas, para curar diferentes doenças.
Os dons de curar. Dos dons de poder, a cura estabelece a continuidade do ministério terreno de Jesus. Ele sarou a muitos e ordenou a seus discípulos: “Curai os enfermos” (Mt 10.8). Nos primórdios da Igreja, esta experiência era constante no ministério dos discípulos. O Espírito Santo concedeu-lhes os dons espirituais, que confirmaram e fortaleceram a vida cristã.
Notemos que o texto se refere a “dons de curar” (1 Cor 12.9). Os termos gregos para dons e curar são “Charismata” e “Iamaton”. Por isso, a expressão bíblica é “dons de curar”. Por estar no plural, não deixa dúvidas de que se trata de “dons especiais para casos específicos”. O apóstolo Tiago afirma: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.14,115).
Entendemos, aqui, que a fé opera, aliada ao caso específico de cura daquela enfermidade.
Como operam os dons de curar? Alguns teólogos modernos afirmam que a “medicina é o cumprimento das promessas divinas”. Outros ainda dizem que a “medicina é a expressão da compaixão de Cristo neste mundo, na atualidade”. É óbvio que discordamos destes pensamentos! Afirmamos que a medicina tem o seu lugar na experiência humana e a Bíblia aceita o seu papel.
1. A cura divina manifesta-se pelo ato da fé (Mc 9.23). O autêntico cristão possui a autoridade de orar por um enfermo e repreender a enfermidade em nome de Jesus. Não precisa, necessariamente, ter um dos dons de curar, porque a manifestação deles está implícita no ministério específico. A fé no poder de Cristo é fundamental para o cumprimento da missão de pregar o Evangelho a toda à criatura (Mc 16.15). Acreditamos que, se levarmos um pecador arrependido aos pés de Cristo, para receber o perdão dos pecados e a purificação pelo sangue do Cordeiro, o milagre do novo nascimento acontecerá. Por que não admitimos também que Jesus, além de salvar a alma, liberta o corpo das enfermidades? Ele próprio disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10), que significa saúde física e espiritual.
2. A cura divina revela-se através dos dons específicos de cura. A Igreja é a expressão de Cristo, pois ela é o seu corpo dinâmico na Terra (1Cor 12.12,27). Os dons espirituais são concedidos para que se manifestem nas vidas dos cristãos. O apóstolo Pedro declara que a Noiva de Cristo é participante da natureza divina (2 Pe 1.4). Por isso, Jesus revela-se por meio de seu corpo místico, a Igreja. Quando pregamos a Cristo, expulsamos os demônios, oramos e impomos as mãos sobre os enfermos, o fazemos em nome do filho de Deus. Os dons de curar são especiais para a libertação de vários tipos de enfermidade. Eles atuam em prol da saúde do povo de Deus e da conversão dos que não conhecem a Cristo.

3. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS.
Existem três termos gregos identificados com o “dom de milagres”: ”Dunamis”, que significa poder, sem o qual não haveria milagres; “Teras”, cujo significado é maravilhas, e corresponde ao que é assombroso e admirável; “Semeion”, que quer dizer sinais. Portanto, “maravilhas e sinais” estão na mesma dimensão de milagres. O apóstolo Pedro, em seu primeiro discurso no dia de Pentecoste, disse: “Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At 2.22).
O que entendemos por milagres? Harold Horton afirma: “É uma intervenção sobrenatural no curso comum da natureza; uma suspensão temporária da ordem da natureza segundo o que conhecemos... È um ato soberano do Espírito de Deus, independente de leis ou sistemas... Deus não está atado sequer por suas próprias leis ou sistemas... Falar de Deus como se Ele estivesse circunscrito por leis de sua própria feitura seria reduzi-lo ao plano de criatura e diminuir a verdadeira essência de seus atributos eternos”. Alguns exemplos: a abertura do Mar Vermelho (Êx 14.13-22); o toque da vara de Moisés na rocha de Horebe (Êx 17.5-7); o dia longo de Josué (Js 10.12-14); a ressurreição da filha de Jairo; do filho da viúva de Naim; de Lázaro; a multiplicação dos pães; a tempestade acalmada por ordem de Jesus; a ressurreição de Dorcas. Os milagres operados são provas visíveis de um poder invisível.

CONCLUSÃO
As três categorias enumeradas nestes versículos sobre a trindade mostram a ampla diversidade, apesar da unidade essencial, na manifestação do Espírito. A unidade não torna o Espírito uniforme. O Espírito Santo não é um poder impessoal, e seus dons não provêm de uma fonte humana; é a obra de Deus. Os dons vem do dom maior, O Espírito Santo; os ministérios são modelados pelo principal ministro, Cristo (o Senhor); e as obras do Espírito provêm do artífice-chefe, Deus, o Pai.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.


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