domingo, 11 de dezembro de 2011

Lição 12 - 4º Trimestre 2011 AS CONSEQUÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL. 18 de Dezembro de 2011


LEITURA BÍBLICA:

Neemias 13.23-29
Nessa época, descobri também que muitos judeus haviam caso com mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe. Metade dos seus filhos falava a língua de Asdode ou outra língua e não sabia falar a língua dos judeus. Eu rendi aqueles homens e os amaldiçoei; bati neles e arranquei os seus cabelos. E exigi em nome de Deus que fizessem a promessa de que nunca mais nem eles nem os seus filhos casariam com estrangeiras.
Eu disse a eles: Foram mulheres estrangeiras que fizeram o rei Salomão pecar. Ele era mais famoso do que todos os reis das outras nações. Deus o amou e pôs como rei de todo o povo de Israel, e no entanto ele caiu nesse pecado. Será que nós vamos seguir o exemplo dele e desobedecer ao nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras? Joiada era filho de Eliasibe, o grande Sacerdote. Porém um dos filhos de Joiada havia casado com uma filha de Sambalate, da cidade de Bete-Horom. Por isso , eu expulsei Joiada de Jerusalém. “Ó meu Deus, lembra de como essas pessoas mancharam não somente o ofício de sacerdote como também a aliança que fizeste com os sacerdotes e com os levitas!”

INTRODUÇÃO
Os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações.
São notáveis os efeitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais que se seguiram ao retorno de um povo dizimado do exílio. Sem o ensinamento da lei, sem a fé inabalável e a ação destemida desses dos líderes, talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas, com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial.

1. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO
O casamento faz parte da própria ordem da criação. Deus revelou ao homem que ele precisava de uma esposa (Gn 2.18) e que a esposa precisava de um marido (Gn 3.16). Desde o começo, Ele criou a mulher para o homem e o homem para a mulher (Gn 1.26,27). Desde o início o homem entendeu que era vontade de Deus que ele tivesse uma esposa. “Osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2.23) e que deveria amá-la e cuidar dela como de si próprio. Paulo escreveu. “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo”.
O casamento com mulheres estrangeiras era desaconselhado (Gn 24.3; 26.34,35) e mais tarde foi totalmente proibido (Êx 34.16; Dt 7.3; Ed 10.2,3,10,11) pelo perigo de uma volta à prática da idolatria das demais nações. Casamentos mistos eram tolerados apenas no caso dos exilados (por exemplo, José, Moisés) e dos reis apenas por razões políticas.

A proibição de Deus acerca do casamento entre Seu povo e os demais não era uma questão de preconceito. A influência das práticas religiosas imorais por aqueles que não seguiam ao Senhor era sutil, persuasiva e contínua. Uma união desse tipo consistia no caminho mais rápido para a corrupção, a falsa religiosidade e o comportamento torpe.

O casamento entre israelitas e cananeus com certeza tentaria o povo de Deus a adotar a cultura de Canaã. Isso ameaçaria a missão de Israel de ser uma força contracultural. Os hebreus não poderiam “misturar-se”. Do mesmo modo, a Igreja é chamada para demonstrar o amor de Deus ao mundo, como uma ovelha no meio dos lobos.

2. O CASAMENTO MISTO NO TEMPLO DE NEEMIAS
O casamento entre israelitas e cananeus era proibido pela Lei Mosaica (Dt 7.3,4). No início, Abraão estava preocupado não desejando que Isaque se casasse com a filha de algum cananeu. Jacó casou-se com as filhas de Labão, seu parente. Judá, entretanto, se casou com uma mulher Cananéia (Gn 38.2), e José se casou com a filha de um sacerdote egípcio (Gn 41.45). Seus descendentes, entretanto, foram instruídos a não se casarem com pessoas que não fizessem parte de suas próprias tribos. Por outro lado, a Lei de Deuteronômio permitia que os soldados de Israel trouxessem as mulheres das nações conquistadas para casa, para serem suas esposas. Eles não podiam vendê-las como escravas (Dt 21.10-14).

Na restauração, Esdras sentiu-se enlutado quando descobriu que os filhos e as filhas de outras nações tinham se casado com os filhos e as filhas de Israel (Ed 9.1-15). Ele citou Êxodo 23.32 como a proibição dos casamentos mistos. Entende-se que, embora esta passagem não fale explicitamente de uma proibição ao casamento, ela é perfeitamente aplicável a esta situação. Neemias, referindo-se ao mesmo incidente, alegra-se pelo fato de cada pessoa ou objeto estrangeiro ter sido varrido de Israel. Esdras resolveu a questão do pecado, forçando os homens a se separarem das mulheres e filho (Ed.10.18-44).

A base desta proibição era o medo de que o casamento misto levasse à corrupção e ao pecado. As experiências de Salomão e Acabe, cujas mulheres fizeram com que Israel se desviasse, tornaram-se uma advertência suficiente para estes líderes. Não havia aqui nenhum argumento favorável a uma “purificação do sangue”, no sentido de uma purificação racial. Mas esta atitude era, sim, um procedimento que visava evitar as influências corruptas de um povo idólatra.

3. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO
O problema da igreja coríntia era espiritual: os membros não viviam como cristãos, mas como pessoas do mundo. Faziam concessão ao pecado. Paulo apresenta dois motivos principais para que se separem do mundo.

Um princípio básico da vida é que os opostos não têm comunhão. A expressão “jugo desigual” lembra-nos a admoestação de Moisés, em Levítico 19.19. Os coríntios punham jugo em si mesmo ao casar, ao fazer negócios, ou outras atividades, com descrentes e, assim, perdiam seu testemunho em favor de Cristo. Afinal, como os cristãos podem testemunhar para o mundo se vivem como este vive?

Observe essa série de contrastes: justiça e iniquidade; luz e trevas; Cristo e o Maligno; crente e incrédulo; santuário de Deus e de ídolos. Hoje, muitos cristãos adotam a atitude de que a igreja deve cortejar o mundo e agradá-lo a fim de ganha-lo. Nada pode estar mais longe da verdade! Devemos nos separar do pecado. Isso significa guardar-se da contaminação do mundo, não isolar-se, ou retirar-se do mundo. Não tem problema o barco estar na água, mas deve se ter cuidado quando a água entra no barco! Paulo cita Levítico 26.11-12 para mostrar que Deus vive e anda entre os crentes, portanto o relacionamento deles com o mundo afeta a comunhão que têm com o Senhor.

CONCLUSÃO
A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça, mas era consequência de suas religiões depravadas. O AT não condena casamentos inter-raciais, quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de “estrangeiros” aceitos na família de Deus. A história lhes ensinara que a mistura do paganismo, com sua permissividade e seu apelo a tudo que há de mais baixo na natureza humana, poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção.
Neemias preocupava-se com a nova geração. O que aconteceria com a identidade da nação, recentemente recuperada, se isto continuasse?

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tenho visto coisas que nunca contemplei antes, desde inicio da minha fé, mas preciso continuar olhando para o alto, preciso continuar crendo que a nossa âncora esta para cima, preciso continuar crendo que devemos buscar as coisas de cima, preciso continuar crendo que aquele que busca o batismo com Espirito Santo recebe, aquele que faz a Sua vontade permanece na verdade, mesmo que venha aflições, preciso permanecer firme, pois sou peregrino nesta terra, preciso crer que se continuar olhando para Ele(Jesus), farei o seu Ide, pois isso é o que importa, que a Sua vontade cresça na minha vida, e que eu saiba esperar o momento certo, mesmo que venha saudades, mesmo que sinta a falta de meus entes queridos, todavia esperarei nEle, e Ele me chamará, pois tenho obedecido a sua voz. Deixemos tudo que nos embaraça: o paganismo, o modismo, o humanismo e busquemos aquele que tem poder para dar e para tirar. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lição 11 - 4º Trimestre 2011 O DIA DE ADORAÇÃO E SERVIÇO A DEUS. 11 de Dezembro de 2011




LEITURA BÍBLICA:

Neemias 13.15,17
Naqueles dias eu vi que em Jerusalém havia gente que no sábado pisava uvas para fazer vinho. Outros, no sábado, carregavam os seus jumentos de cereais, vinho, uvas, figos e outras coisas e levavam para dentro de Jerusalém. Então dei ordem para que não vendessem nada no sábado. Então eu repreendi as autoridades dos judeus e lhe disse: Vejam só que coisa errada vocês estão fazendo! Vocês estão profanando o dia do sábado!
Atos 20.7-12 (Ler)

INTRODUÇÃO
Passaram-se trinta anos desde o ministério inicial de Esdras com relação ao sábado, e o povo estava começando a violar este dia durante o segundo período de governo de Neemias. A advertência de Neemias é de que os mesmos pecados produziriam os mesmos resultados calamitosos.

1. DEUS ORDENA A GUARDA DA SÁBADO
No livro de Deuteronômio capítulo 5.12-15. Estes versículos contêm a ordenança de guardar o sábado, para o santificar, tornando-o um dia separado para os propósitos de Deus, como ordenou o Senhor no monte Sinai (Êx 20.8-11). Por ser um dia pertencente ao Senhor, não poderia ser feita nenhuma obra nele, ou seja, os israelitas tinham de descansar do trabalho e celebrar as bênçãos de Deus. Além disso, os servos, as servas, os animais e os estrangeiros também deveriam descansar, pois esse era um modo de Israel lembrar que foi servo na terra do Egito e que Deus o libertou do passado de opressões. Os cristãos atuais se diferenciam em relação a este mandamento. O Shabat (sábado) era sábado, o sétimo dia da semana. Os cristãos geralmente adoram a Deus no domingo, o primeiro dia da semana, porque foi num domingo que Jesus ressuscitou. Mesmo assim, seguem o princípio do mandamento. Eles descansam do trabalho e dedicam esse tempo ao Senhor, louvando-o por Suas bênçãos e relembrando todas as Suas obras redentoras registradas na Bíblia.

O mandamento de guardar o dia de sábado (Dt 5.12) não significa que os outros dias da semana e as atividades realizadas nestes não eram sagrados. O sábado (Shabat) servia para lembrar Israel de que o ser humano depende de Deus, pois os homens possuem a forte tendência de se auto-exaltar e engradecer seus feitos, transformando-se em deuses. Nos termos de hoje, podemos dizer que nossos interesses muitas vezes viram desejos compulsivos. A fixação do Sábado (Shabat) reforçava a ideia de que deveria haver um dia de descanso e adoração ao Senhor no ciclo semanal, a fim de que o foco no Todo-Poderoso não se canalizasse para as ambições humanas e a satisfação de suas metas.

2. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPLO DE NEEMIAS
Outra dificuldade que Neemias enfrentou diz respeito ao sábado. Nesse dia da semana, o povo judeu em Judá estava trabalhando; as pessoas estavam comprando e vendendo mantimentos em Jerusalém. Tírios levavam peixe e outras mercadorias para serem vendidas tanto em Judá quanto em Jerusalém. Essas eram violações ao que declara Êxodo 20.8-11 e ao juramento do próprio povo (Ne 10.31), que havia colocado suas transações comerciais à frente da obediência ao mandamento divino, segundo o qual aquele deveria ser dia de descanso.

Ordenando-o eu, as portas se fecharam (vv.19-22). Neemias mandou que as portas fossem fechadas de sexta à noite até sábado à noite, colocando até mesmo seus próprios servos como guardas. Quando os negociantes e os vendedores ficaram do lado de fora do muro, Neemias avisou-lhes que, se ficassem por ali novamente no sábado, ele mesmo iria ataca-los. Temerosos pela ameaça do exército de um só homem, os negociantes partiram.

Os trabalhadores faziam serviços aos sábados (v.15), e os mercadores vendiam aos sábados (v.16). Ao mesmo tempo em que hoje não acreditamos que o dia do Senhor é o sábado dos judeus, sabemos que o povo do Senhor deve separar o dia do Senhor e usá-lo para glorifica-lo. Nosso sistema econômico exige que algumas pessoas trabalhem aos domingos, mas é muito melhor para os trabalhadores e para a nação se honrarem o dia do Senhor. Com certeza, nenhum cristão pode usar o domingo para fazer compras ou trabalhos que podem esperar. Neemias reprovou os judeus por desonrarem o sábado e fechou as portas da cidade para os vencedores que vinham aos sábados. Em relação ao versículo 18, leia Jeremias 17.21-27. Contudo, observe que mesmo os levitas eram culpados por profanar o sábado (v.22). Para verificar os pecados vergonhosos que os sacerdotes cometeram, leia Malaquias 1 e 2. As pessoas não obedecem com facilidade ao Senhor, a menos que os líderes do povo de Deus deem o exemplo. Talvez o fato de as pessoas não terem ajudado o templo (vv 10-13), tenha forçado os levitas a trabalhar aos sábados para se manterem vivos.

O povo de Deus permitiu que seus interesses comerciais e a busca de coisas matérias destruíssem sua obediência ao mandamento de Deus, no tocante ao dia de descanso. Os crentes do NT devem sempre tomar cuidado contra a tentação de deixar que a busca de riquezas e sucesso suplante seu desejo de honrar e adorar a Deus, com Ele estabeleceu. Devemos buscar “primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça” (Mt 6.33).

3. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMNETO
O primeiro dia da semana era o domingo. As pessoas reuniam-se para adorar a Deus nesse dia pela mesma razão que nós fazemos hoje: comemorar o dia de ressurreição de Jesus Cristo. Os cristãos judeus continuaram a celebrar o Shabat, que é o sábado. O livro de Hebreus diz que Cristo e a obra que Ele completou é o nosso Sábado, o nosso repouso (Hb 4.8-10).

Era o sétimo dia da semana, separado pela lei de Moisés como dia de descanso do trabalho normal, para repouso pessoal e adoração ao Senhor (Êx 20,10). Para o cristão, o sábado judaico já não é obrigatório. As exigências cerimoniais da lei foram canceladas na morte de Cristo (Cl 2.14,16). Além disso, o sábado como dia fixo semanal de descanso foi parte do pacto entre Deus e Isaque, somente (Êx 31.13,17). Os cristãos observam o domingo como dia de repouso pessoal e adoração ao Senhor. É o dia em que Jesus ressurgiu dentre os mortos, sendo chamado no NT de “o dia do Senhor”. Uma vez que o cristão não é mais obrigado a observar o sábado judaico, ele tem fortes razões bíblicas para dedicar um dia, em sete, para seu repouso e adoração a Deus.

O princípio de um dia sagrado de repouso foi instituído antes da lei judaica. “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou” (Gn 2.3). Isto indica que o propósito divino é que um dia, em sete, fosse uma fonte de bênção para toda a humanidade e não apenas para a raça judaica.

O propósito espiritual de um dia de descanso em sete é benéfico ao cristão. No AT esse dia era visto como uma cessação do labor e ao mesmo tempo um dia dedicado a Deus; um período para se conhecer melhor a Deus e adorá-lo; uma oportunidade para dedicar-se em casa e em público às coisas de Deus (Nm 28.9).

Assim como o sábado era um sinal do concerto de Israel como povo de Deus (Êx 31.16,17), o dia de adoração do cristão (o domingo) é um sinal de que este pertence a Cristo.

Jesus nunca ab-rogou o princípio de um dia de descanso para o homem. O que Ele reprovou foi abuso dos líderes judaicos quanto à guarda do sábado.

Jesus indica que o dia de descanso semanal foi dado por Deus para o bem-estar espiritual e físico do homem (Mc 2.27).

Nos tempos do NT os cristãos dedicavam um dia especial, o primeiro dia da semana, para adorar a Deus e comemorar a ressurreição de Cristo (At 20.7).

CONCLUSÃO
A verdadeira finalidade do sábado era proporcionar às pessoas tempo para descansar e adorar a Deus, por isso os sacerdotes tinham permissão de oferecer sacrifícios e conduzir os cultos de adoração, porque seu trabalho no sábado tinha a finalidade de servir e adorar a Deus.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
Fones: (85) 3226-2753(Igreja) ADBV. Cel.8616.7122
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Lição 10 - 4º Trimestre 2011 O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR. 04 de Dezembro de 2011


LEITURA BÍBLICA:

Neemias 13.1-8.
A lei de Moisés estava sendo lida em voz alta para o povo. Então chegaram ao trecho que diz que nunca seria permitido que nenhum amonita ou moabita se juntasse ao povo de Deus. Isso porque o povo de amom e o de Moabe não haviam dado comida nem água aos israelitas na sua viagem quando saíram do Egito. Em vez disso, esses dois povos haviam pago a Balaão para amaldiçoar o povo de Israel. Mas o nosso Deus virou a maldição em bênção. Quando os israelitas ouviram a leitura dessa lei, eles expulsaram os estrangeiros do meio deles. Antes desses acontecimentos, o sacerdote Eliasibe, que era o encarregado dos depósitos do Templo, havia se ligado com Tobias por laços de parentesco. Por isso, havia deixado que Tobias usasse uma sala grande onde antes eram guardadas as ofertas de cereais e de incenso, os objetos usados no Templo, as ofertas para o sacerdotes e a décima parte dos cereais, do vinho e do azeite dados para os levitas, para os músicos e para os guardas do templo. Porém, quando isso aconteceu, eu não estava em Jerusalém porque, no ano trinta e dois do reinado de Artaxerxes, da Babilônia, eu havia voltado para lá a fim de dar ao rei um relatório. Mas, depois de algum tempo, ele deixou que eu voltasse. Então voltei para Jerusalém e fiquei sabendo do mal que Eliasibe havia feito, deixando que Tobias usasse uma sala do Templo. Eu fiquei tão furioso, que joguei todos os móveis de Tobias para fora da sala.

INTRODUÇÃO
Neemias retornou à Babilônia por um tempo, para dar relatório ao rei, deixando o governo da cidade nas mãos de seu irmão. Quando ele retornou, descobriu que as pessoas tinham voltado aos caminhos antigos. O pecado tem a característica de repetir-se. Quando Neemias retornou a Jerusalém, descobriu que os homens judeus repetiram esse pecado. Na verdade, até mesmo os sacerdotes pecaram dessa forma. Esse líder corajoso precisava enfrentar o pecado com honestidade e julgá-lo, pois os levitas não estavam recebendo suas porções, apesar de que as tinham recebido na época da dedicação (Ne 12.47).

1. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO
O povo devoto e dedicado tinha tropeçado em tentação, caído em pecado, e permanecia em desobediência. Esse capítulo lida com cinco problemas: estrangeiros (v.1-3); o templo (v.4-9); os levitas (v. 10-14); o sábado (v. 15-22) e o casamento (v. 23-31). Mas especificamente, registra a separação dos estrangeiros, a purificação do templo, a restauração dos levitas, a aplicação do sábado e a condenação dos casamentos mistos.

Neemias iniciou pela casa do Senhor, onde descobriu (v.4) que o sumo sacerdote aliara-se com o inimigo dos judeus, Tobias. É triste quando os servos de Deus fazem concessões aos inimigos do Senhor. O sacerdote até dera um quarto para Tobias no templo e provisões do suprimento do templo, provisões essas que, na verdade, pertenciam aos sacerdotes e aos levitas. Neemias não perdeu tempo para expulsar Tobias e seus pertences e santificar a sala do templo para o uso devido.

Outro pecado foi o fracasso do povo em apoiar seus servos espirituais, os sacerdotes e os levitas. Malaquias tem algo a dizer a respeito disso; leia Malaquias 3. Neemias repreendeu o povo e estabeleceu um sistema seguro para os sacerdotes seguirem. Observe como em todo o seu ministério ele pede a ajuda do Senhor (v14).

A primeira área de apostasia para o povo foi o seu relacionamento com estrangeiros. Embora o cap. 9.2 declare que a geração de Israel se apartou de todos os estranhos, o povo, mais uma vez, permitiu estrangeiros em sua congregação. Relacionamentos entre o povo judeu e os não judeus na terra fizeram com que os israelitas violassem o mandamento divino (1 Co 15.33).

A segunda maior área de apostasia nesse capítulo (v 1-3) foi o fato de o sumo sacerdote ter permitido que um inimigo do Senhor vivesse na Casa de Deus. Eliasibe era o sumo sacerdote (v. 4,28). Tobias foi um dos homens que tentou interromper a construção do muro (Ne 2.10,19). Eliasibe permitiu que Tobias se instalasse na câmara grande do templo que havia sido usada para armazenar grãos e outros produtos. Na verdade, Tobias havia recebido acesso a vários cômodos do templo.

2. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS
Neemias retorna para Jerusalém. Quando retorna para Jerusalém, imediatamente iniciou as reformas. Ele removeu a Mobília de Tobias da câmara e ordenou que ela fosse purificada. Após sua lavagem, limpeza e aspersão com sangue, a câmara foi mais uma vez ocupada com grãos e outros itens que haviam estado lá anteriormente. Neemias estava agindo como um profeta, levando ao Senhor um caso legal contra um apóstata; ele contendeu por aquilo que era certo. Observe a pergunta que ele fez: Por que se desamparou a Casa de Deus?

Então, todo o Judá trouxe os dízimos. As dádivas que deveriam ter sido entregues antes finalmente foram sendo levadas pelo povo. Neemias escolheu homens fiéis para a função de tesoureiro (Ne 7.2), para ter certeza de que a distribuição seria feita de forma justa.

Normalmente, a oração é oferecida ao Senhor antes ou durante um acontecimento. Neste caso, a oração de Neemias seguiu suas beneficências. Neemias estava dizendo: “o que eu fiz, fiz de acordo com a Tua vontade; agora, preserva-me e protege-me”.

3. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO.
Embora Neemias seja normalmente lembrado por aquilo que é considerado sua maior realização, a construção do muro de Jerusalém, ele também foi um reformador religioso. Como Esdras, foi um purista nas questões religiosas. A verdadeira adoração só era possível para o imaculado, e, segundo Neemias, essa condição desqualificava todo o povo que havia permanecido na terra durante o exílio. Apenas os exilados que regressaram, e que tinham mantido a fé pura enquanto estavam no cativeiro, eram aceitáveis. Quando Neemias descobriu que Tobias um de seus inimigos e um oficial amonita (Ne 2.19), tinha recebido cômodos no templo para seu uso pessoal ficou horrorizado e retirou-o imediatamente (13.7-9). Neemias também restaurou o sustento oficial dos ministros levitas (13.10-14) e renovou a aplicação das leis do sábado (13.15-22).

Queremos ressaltar também: “outro abuso, cometido quando Neemias se ausentou de Jerusalém, está relacionado com os serviços do Templo e uma adequada manutenção dos levitas e outros funcionários. Não só havia acontecido uma utilização errada das câmeras do santuário – caso da ocupação de Tobias – como em muitas ocasiões as ofertas não haviam sido recebidas. Consequentemente, os levitas e até os cantores tinham sido obrigados a voltar ao campo e ganhar a vida na agricultura. Isso significa que, apesar das cuidadosas providências que haviam sido tomadas por Neemias há muito pouco tempo (12.44-47), os serviços do Templo haviam sido negligenciados. Os diversos deveres que eram de responsabilidade dos levitas não eram executados. Neemias discutiu esse assunto com os principais líderes da cidade. Por que se desamparou a casa de Deus? Ele perguntou. Por causa de sua insistência esses abusos foram rapidamente remediados, o povo voltou a trazer seus dízimos e ofertas, homens de confiança foram colocados como responsáveis pelo tesouro do Templo, e foi feita uma adequada provisão para atender às necessidades daqueles que tomavam parte dos serviços”.

CONCLUSÃO
Neemias fez o seu trabalho, mas apenas Deus pode abençoá-lo e dar continuidade a ele. Neemias morreria um dia, e o povo o esqueceria. Contudo, o Senhor nunca o esquecerá!
Devemos agir com tremor e tremor quando estamos tratando da obra do Senhor e da administração da sua Casa. Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos já perderam o temor e a reverência ao Todo-Poderoso. Esses acabam por macular e prejudicam o Corpo de Cristo.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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domingo, 27 de novembro de 2011

Lição 9 - 4º Trimestre 2011 A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO. 27 de Novembro de 2011


LEITURA BÍBLICA:

Neemias 12.27-31,43.
Quando as muralhas da cidade de Jerusalém foram inauguradas, os levitas foram trazidos de todos os lugares onde estavam morando, para que assim pudessem comemorar a inauguração com hinos de louvor e com músicas de harpas, de pratos musicais. As famílias de cantores levitas se ajuntaram e vieram dos lugares em redor de Jerusalém onde haviam construído as suas casas. Vieram também dos povoados que ficavam ao redor de Netofa e de Bete-Gilgal, Geba e Azmavete. Os sacerdotes e os levitas purificaram-se a si mesmos e também purificaram o povo, os portões e as muralhas da cidade. Eu, Neemias, mandei que as autoridades de Judá se reunissem em cima da muralha e os organizei em dois grandes grupos para marcharem ao redor da cidade, dando graças a Deus. O primeiro grupo marchava para a direita, em direção ao portão do lixo. Naquele dia foram oferecidos muitos sacrifícios, e o povo estava muito contente e feliz, pois Deus os havia enchido de alegria. As mulheres e as crianças também entraram na festa, e o barulho que o povo fazia podia ser ouvido de longe.

INTRODUÇÃO
Neemias descreve a verdadeira dedicação dos muros. Esdras e Neemias dividiram o povo em dois grandes coros. Esdras liderava um, e Neemias, o outro. Provavelmente, eles iniciaram na Porta do Vale. Esdras liderava seu coro ao longo do lado leste da cidade e, depois, para o norte, em direção à área do templo. Neemias e seu coro foram direto para o norte e, depois, para o leste e encontraram o outro coro na área do templo. Talvez isso seja um lembrete de quando Israel marchou em volta de Jericó e obteve uma grande vitória. Também era um a oportunidade de agradecer publicamente ao Senhor conforme testemunhavam a conclusão do trabalho. O versículo 43 indica que se ouvia a alegria da cidade a quilômetros de distância. Que dia de dedicação foi aquele! As pessoas devotadas sempre vivenciam as bênçãos do Senhor quando se reúnem com alegria para dedicar o trabalho de Deus.

1. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM COM ZOROBABEL
Zorobabel um príncipe de Judá, e neto do rei prisioneiro Joaquim. Sob o governo de Zorobabel, e Jesua, o sumo sacerdote, os judeus retornaram da Babilônia (Ed 2.2; Ne 7.6,7; 12.1). Zorobabel foi designado governador de Jerusalém. O decreto de Ciro em 538 a.C, permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém. Com grande entusiasmo eles começaram a tarefa de reconstruir o templo. Primeiro restauraram o altar do sacrifício em seu local original, e começaram novamente a observar os sacrifícios regulares e os dias santos, o que havia sido impossível desde a queda de Jerusalém em 586 a.C. (Ed 3.1-6). Aqueles que retornaram reuniram materiais e, no segundo ano, Zorobabel inaugurou o templo com uma cerimônia solene. A grande tarefa havia sido iniciada (Ed 3.8).

Sob Jesua e Zorobabel, 341 levitas regressaram à Palestina (Ed 2.36), juntamente com os 4.289 membros das famílias sacerdotais. A diferença entre o grande número de sacerdotes e o número comparativamente pequeno de levitas pode ser devida ao fato que muitos levitas assumiram a posição sacerdotal durante o exílio. Os outros levitas, responsáveis por trabalhos braçais no templo, parece que se mostraram relutantes em retornar (Ed8.15-20). Os levitas desempenharam uma parte proeminente no lançamento dos alicerces (Ed 3.8) e por ocasião da dedicação do templo (Ed 6.16). Esdras depois de recrutar levitas para o seu partido (Ed 8.15), instituiu uma reforma visando proibir casamentos com estrangeiras, pois nisso até mesmo sacerdotes e levitas se tinham envolvidos (Ed 9.1; 10.5).

Semelhantemente, no livro de Neemias, os levitas e sacerdotes se atarefavam em toda a completa gama de seus deveres. Depois de repararem certa seção dos muros (Ne 3.17), os levitas passaram a ocupar-se ativamente com a instrução da lei (Ne 8.7-9) e participavam da vida religiosa da nação (Ne 11.3; 12.27).

Os sacerdotes se ocupavam em servir a Deus, enquanto os levitas em servir aos sacerdotes. A Igreja deve ser como um sacerdócio, a fim de oferecer sacrifícios espirituais a Deus.

2. A DEDICAÇÃO DOS MUROS
Há Três Palavras Para Definir Estas Cerimônias:
1 – Consagração ou dedicação
Ato por meio do qual se dedica uma pessoa ou uma coisa ao serviço de Deus.
Em ex. 29:1-37 a lei mostrava como os sacerdotes eram consagrados.
2 – Santificação:
Ato de separar do mundo para uso exclusivo de Deus. Lv 20:7 / I Ts 5:23
O crente é santificado pelo Espírito Santo que nele habita, por isso, ele deve procurar seguir a
santificação e apartar-se das impurezas.
3 – Purificação
Cerimônia para tornar puro ou limpo um objeto ou lugar ou pessoa; a fim de serem usadas no culto a Deus. Em Levítico 13 a 16 temos as cerimônias de purificação do leproso, do homem ou mulher com fluxo de sangue ou corrimento, e da mulher na menstruação.
A higiene (limpeza pela água) e a santificação ou purificação (limpeza pela palavra) fazem parte da vida do crente.
12:27 Dedicação é um momento de júbilo, de extrema alegria. O texto de Neemias diz: “.A..fim de
que fizessem a dedicação com alegria, louvores, címbalos, alaúdes e harpas.
Címbalo é um instrumento musical composto de dois pratos de bronze, que eram batidos em um
contra o outro. (Sl 150:5)
Alaúde é um instrumento de cordas parecido com a viola. Harpa é um instrumento de cordas (10 ou 12 cordas) o Saltério era uma harpa de 10 cordas (Sl 33:2) v. 28 – “Ajuntavam-se os filhos dos cantores.” v. 29 – Alegria, louvores a Deus, ajuntamento, unidade, estão sempre interligados. TRISTEZA, MURMURAÇÃO, e INDIVIDUALIDADE estão sempre presentes nas separações. Vieram cantores de diversas aldeias nos arredores de Jerusalém.
O grupo de louvores que participou da construção do muro (levitas) não se sentiu ofendido. Não
ficaram melindrados porque agora na hora da “FESTA” mais de 200 cantores vieram de todas as
partes. v. 30 – “Purificaram-se... A começar dos sacerdotes, seguidos dos levitas, depois o povo e por último as portas e o muro. Isto mostra, que antes de dedicarmos ao Senhor um bem, devemos primeiro nos preparar em confissão particular.

3. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA
Após o término do muro de Jerusalém ocorreu um avivamento no meio do povo. Depois desse acontecimento, Neemias tomou providências para repovoar a cidade. Estes dois fatores explicam por que a dedicação dos muros foi adiada. A palavra dedicação (hanukkâ) é transliterada em português como hanucá ou chanucá.
A Festa de Hanucá foi comemorada a partir da experiência do povo judeu ao dedicar mais uma vez o templo depois de sua profanação pelos sírios e a subsequente revolta dos macabeus no segundo século antes de Cristo. O povo celebrou com alegria, em referência não apenas à festa em si, mas também à adoração a Deus.
O termo louvor, comumente encontrado no livro dos Salmos (Sl 147.7), significa reconhecimento público, declaração em voz alta, em público. Essa palavra junto com canto, saltérios, alaúdes e harpas, sugere o uso de salmos em arranjos musicais com palavras de louvor e acompanhamento instrumental.

O método de purificação não é determinado, mas a ordem, sim: os sacerdotes e os levitas, seguidos pelo povo, e as portas, e muro. Aqueles que manuseavam os vasos do Senhor tinham de ser purificados primeiro.

Os sacrifícios oferecidos na dedicação do muro talvez não fossem holocaustos, mas ofertas de paz, quando o povo compartilhava uma refeição comum. A dedicação foi uma ocasião de grande regozijo, da qual todos, incluindo as esposas e o filhos, participaram.

CONCLUSÃO
A Casa de Deus jamais ficará desamparada enquanto houver crentes que busquem o Reino de
Deus em 1º lugar. Não desampare a casa de Deus com o seu dízimo e a sua oferta, nem com a sua ausência por má vontade ou preguiça, nem a desampare com a negação do uso de seus talentos. Empregue as suas habilidades para o serviço da Casa de Deus.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
Fones: (85) 3226-2753(Igreja) ADBV. Cel. 8884.4401/8616.7122
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lição 8 - 4º Trimestre 2011 O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. 20 de Novembro de 2011


LEITURA BÍBLICA:

Neemias 10.28-33.
Nós, o povo de Israel, os sacerdotes, os levitas, os guardas do templo, os servidores do Templo, os cantores do templo e todos os outros que, obedecendo à Lei de Deus, se conservaram separados dos estrangeiros que vivem na nossa terra, nós, junto com as nossas esposas e todos os nossos filhos que já têm idade para entender, fazemos por meio deste acordo, junto com as nossas autoridades, a seguinte promessa: Nós viveremos de acordo com a Lei de Deus, que ele nos deu por meio do seu servo Moisés; obedeceremos a tudo o que o Senhor, nosso Deus, nos manda; e cumpriremos todas as suas leis e mandamentos. Se quebrarmos esta promessa, seremos amaldiçoados. Nós não daremos as nossas filhas para casarem com os estrangeiros que vivem na nossa terra, nem escolheremos as filhas deles para casarem com os nossos filhos. Se estrangeiros trouxerem trigo ou qualquer outra coisa para nos vender no sábado ou em qualquer outro dia santo, nós não compraremos. Todo sétimo ano não colheremos o que a terra produzir e perdoaremos todas as dívidas. Cada um de nós contribuirá todos os anos com quatro gramas de prata para ajudar a pagar as despesas do Templo. Para o serviço de adoração no Templo, daremos o seguinte: os pães que serão oferecidos a Deus; a oferta diária de trigo e de cevada; os animais que serão completamente queimados todos os dias como sacrifícios; as ofertas sagradas para os sábados, para as festas da Lua Nova e para as outras festas; as outras ofertas sagradas, as ofertas para tirar os pecados do povo de Israel e qualquer outra coisa que for necessária para o Templo.

INTRODUÇÃO
Este capítulo fornece os nomes das pessoas corajosas e devotas que, naquele dia, fizeram aliança com o Senhor. Elas não tinham conhecimento de que seus nomes seriam inscritos na Palavra para sempre! Vemos também à vida diária das pessoas. Uma coisa é orar e assinar uma aliança, outra é separar-se do mal e endireitar suas casas, honrar os mandamentos, contribuir para a casa do Senhor com dízimos e ofertas.

1. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS.
A assinatura de um documento no mundo do antigo era feita de forma parecida com o método adotado em tempos mais recentes, nos quais se usava um selo de cera. Um selo especial era pressionado sobre argila macia, e o modelo dele mostrava que autoridade havia emitido tal registro.

Os sacerdotes que selaram o acordo estão aqui relacionados. Alguns desses nomes aparecem em uma lista posterior como chefes dos sacerdotes (12.11-20). Vinte e um sacerdotes, chefes das famílias, assinaram o acordo em nome das casas e famílias de suas respectivas classes. O nome de Esdras não aparece, indicando que, talvez, ele não fosse líder de uma família. Os levitas também assinaram o concerto. Alguns desses nomes aparecem posteriormente como chefes das ordens dos levitas (12.8). Também quarenta e quatro chefes do povo assinaram o concerto. Ao contrário dos líderes religiosos, estes eram os líderes políticos da comunidade judaica.

O povo fez um juramento para viver pela Lei de Deus, a qual era uma dádiva divina, dada pelo ministério de Moisés. Os israelitas juraram que observariam a Lei de Deus.

Outras áreas da vida foram incluídas na dedicação do povo à Lei de Deus. V. 31 trata da observância do Sábado, e três detalhes em relação a esse dia da semana são mencionados: em primeiro lugar, o povo prometeu parar de comprar dos estrangeiros e de vender para eles no Sábado: em segundo, ele se comprometeu a observar o Ano Sabático, ou seja, a deixar seus campos sem cultivo a cada sete anos (Lv 25.1=7); por último, decidiu não cobrar dívidas durante o Ano Sabático (Dt 15.1-6). O povo estava dedicando-se a guardar a Palavra do Senhor em sua vida profissional.

Os líderes como exemplo (Ne 10.28-29). É inegável que, quem está em posição de liderança, serve de referência para os demais, e sua influência, boa ou má, atrai seguidores. Neemias como líder político, Esdras como líder religioso, e todos os demais líderes que auxiliaram nessa reconstrução, influenciaram aquela geração e deixaram marcas e princípios importantes também para nós hoje. Porém, o que mais sobressai, é que o nosso relacionamento com Deus deve ir muito além de nossa presença nos serviços regulares da congregação ou nossos momentos de devoção particular. Deve afetar nossos relacionamentos, nosso tempo e nossos recursos materiais (Ne 10.30,31,32-39). Quando assumimos o compromisso de servir a Deus, foi desse modo que firmamos o compromisso. Na história de Israel, o povo tem se afastado ciclicamente do Senhor, nós, porém, devemos manter firme o compromisso original, quer seja em adversidade, quer seja em prosperidade! Afinal, como afirma o comentarista da lição, liderança é, acima de tudo, caráter e exemplo (1Pe 5.1-3). Certamente sem tais quesitos, os resultados são deploráveis.

2. UM POVO SEPARADO
A decisão dos israelitas de obedecer à Palavra de Deus em todas as áreas de sua vida não foi apenas uma declaração geral. O povo prometeu obedecer à Lei de Deus especificamente em suas relações matrimoniais. O casamento com não judeus era claramente proibido nas Escrituras “Não daríamos as nossas filhas ao povo da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos” (Êx. 34.12-16; Deut. 7.3; Js 23.12; Jz 3.6). Os pais de Israel decidiram proibir seus descendentes de casarem-se com não judeus. No mundo antigo, os casamentos eram, geralmente, arranjados pelos pais.

Neemias surgiu com uma nova solução para revitalizar a agonizante área urbana que era Jerusalém: fazer com que os subúrbios afastados doassem dez por cento de seu povo à cidade (Ne 11.1,2). De fato, os distritos circunvizinhos pagaram o dízimo em pessoas com o propósito de repovoar a comunidade. O recrutamento de Neemias para o programa populacional envolvia lançar sortes para determinar quem seria transferido (Ne 11.1, veja Js 18.8-10). Aqueles selecionados eram abençoados (Ne 11.2), ou ordenados para a tarefa pelos seus companheiros cidadãos, o que sugere um comissionamento formal dessas famílias para levar adiante a renovação do desenvolvimento urbano.

O jugo desigual. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;” (2 Co 6.14-17). Segundo se infere do texto acima, o casamento misto é pecado; perceba-se o final no versículo 17: ‘[...] Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei’; foi colocada uma condição para ser recebido por Ele.
“Qualquer pessoa que se disponha a ler tais palavras, logo se verá confrontado por essas perguntas desafiadoras. Elas nos levam a pensar com seriedade, e nos chama à subordinação. De outra forma, responda a Deus os motivos de sua rebeldia. Diga-lhe que Seu mandamento é pesado; e indo contra a própria natureza. Diga-lhe que a boa sorte do fiel é de se unir ao infiel; e que a paz e a harmonia reinará na sociedade da justiça com a injustiça. Diga a Deus e explique a ciência, como a luz e as trevas podem pousar simultaneamente debaixo do mesmo teto; explique como pode haver concórdia entre Cristo e Belial; e diga-lhe como é possível o fiel e o infiel compartilhar dos mesmos sonhos, andarem juntos, em um mesmo Espírito, em um só coração, rumo a conquista do mesmo alvo. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis”. Que fruto dará tal união? Certamente, um lar sem padrões harmônicos definidos, sem estruturas sólidas, frustração mútua, insatisfação, filhos confusos por causa dos ensinamentos divergentes entre os pais, e a desaprovação total do Deus santo, por tal ato de pecado e rebeldia contra Ele. O crente foi feito filho de Deus, e deveras é fiel, justo, luz, e um com Cristo. E se o tal persistir em casar-se com um incrédulo, estará estabelecendo uma união para toda a vida com um filho do Diabo, e para o resto de sua existência, terá por sogro a Satanás. Por conseguinte, eu suplico ao leitor, em nome do Senhor Jesus, que dê a devida atenção a esta palavra de amor. Mesmo que ela venha a ferir seu coração, ainda assim, é a espada do Espírito, usada para o seu próprio bem. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis”. Existe ainda aquela tentação de darmos tiro no escuro, e entregarmos a nossa própria vida à Sorte, a Loteria, a um Talvez, Se, Quem sabe... Há uma tendência que nos leva a confiarmos mais nas trevas do que na luz da vontade revelada de Deus que se irradia da Palavra. Caindo em tal armadilha, pessoas têm crido que podem desobedecer a Deus, com o pretexto de que podem ganhar os seus pretendidos para Cristo, e esta tem sido uma ilusão fatal. Conta-se que certa vez uma senhorita visitou o senhor Spurgeon e lhe apresentou esse argumento. Como resposta, ele mandou-a sentar-se sobre a mesa. Espantada, a moça acabou fazendo o que ele pedia. Depois, Spurgeon pediu-lhe que o erguesse. “Impossível”, disse ela. “Exatamente”, disse o pregador; “mas eu posso puxá-la para baixo”. Dito e feito: Num segundo ela estava no chão. Com toda a gravidade o servo de Deus advertiu-a de que se ela desobedecesse ao Senhor, jamais levantaria o moço, mas ele, sim, a rebaixaria! Dois não podem andar juntos a menos que estejam de acordo. Cuidado com tal embaraço nos seus relacionamentos, pois os mesmos deveriam ser estabelecidos para a glória de Deus, e não para a sua ofensa! O homem e a mulher crentes, são livres para casarem-se com quem quiserem, “contanto que seja no Senhor” (1Co 7.39). Com tantos filhos da luz no mundo, porque haveríamos de compartilhar o nosso tempo, as nossas maiores intimidades, e construir uma família, justamente com um filho das trevas? Para mim, além de ser rebeldia, não me parece algo são, e a minha consciência não me permite aprovar ou ficar indiferente a tal atitude, pois também é a morte do bom senso e o louvor da decadência espiritual”.

3. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR.
O povo obedece à Palavra de Deus em relação ao Templo. Nessa área, o povo fez quatro promessas: (1) pagar uma taxa ao templo a fim de cobrir as despesas das cerimônias de adoração no santuário de Deus; (2) fornecer a oferta da lenha. A Lei determinava que a lenha queimasse constantemente no altar (Lv 6.12,13), e Neemias fez com que essa fosse uma obrigação da congregação; (3) oferecer ao Senhor os primeiros frutos no templo, como reconhecimento de Seu status como o Dono da terra (Êx 23.19; 34.26; Dt 26,2). O povo prometeu os primeiros frutos de todas as árvores, o que significa que ele estava indo além das exigências da Lei. Ademias, o primogênito dos animais também pertencia ao Senhor (Nm 18.15,17-19); e (4) remunerar os sacerdotes.

CONCLUSÃO
O povo jurou manter, especificamente, as exigências da Lei em relação ao casamento, o sábado, os impostos, os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo, os sacerdotes e os levitas. “Obedeceremos a tudo o que o Senhor, nosso Deus, nos mandar (29)... nós não abandonaremos a casa do nosso Deus” (39).

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lição 7 - 4º Trimestre 2011 ARREPENDIMENTO, A BASE PARA O CONCERTO. 13 de Novembro de 2011


LEITURA BÍBLICA:

Neemias 9.1-3,16,33-36.
No dia vinte e quatro desse sétimo mês, o povo de Israel se reuniu para jejuar a fim de mostrar a sua tristeza pelos seus pecados. Eles já haviam se separado de todos os estrangeiros. Em sinal de tristeza, vestiram roupas feitas de pano grosseiro e puseram terra na cabeça. Então se levantaram e começaram a confessar os pecados que eles e os seus antepassados haviam cometido. Durante mais ou menos três horas, a Lei do Senhor, seu Deus, foi lida para eles. E nas três horas seguintes eles confessaram os seus pecados e adoraram o Senhor. “Mas os nossos antepassados se tornaram orgulhosos e teimosos e não quiseram obedecer aos teus mandamentos”. Tu foste justo em nos castigar; tu tens sido fiel, mesmo quando temos pecado. Os nossos antepassados, os nossos reis, as nossas autoridades e sacerdotes não têm cumprido a tua Lei, não têm obedecido aos teus mandamentos e avisos. Com a tua bênção, reis governaram o teu povo, que estava vivendo na terra grande e boa que lhes deste; mas eles não te adoraram, nem se arrependeram das suas más ações. E agora nós somos escravos na terra que nos deste, esta terra boa que nos alimenta.

INTRODUÇÃO
Este capítulo é, comprovadamente, um dos mais significantes em toda a Escritura hebraica. Ele apresenta uma narração convincente da história básica do Antigo testamento, com um foco glorioso na obra do Altíssimo na vida de Seu povo. A passagem não se encerra com história, mas com resposta. Toda compreensão verdadeira da pessoa e da obra de Deus leva a ações de justiça e atitudes de adoração. A maior parte do capítulo (v.5-38) é frequentemente considerada como uma oração ao Senhor. Se for uma oração, deve ser a mais longa registrada na Bíblia. Mas, em sua forma e em seu conteúdo, assemelha-se mais a um cântico, mostrando afinidades principalmente com os Salmos 105 e 106. O texto não registra quem escreveu tais palavras, mas podemos citar a tradição de que Esdras as escreveu e chamar esse trecho de o Grande Salmo de Esdras.

1. OS RESULTADOS DE UM GENUINO AVIVAMENTO.
A adoração pública do povo tinha começado no primeiro dia do sétimo mês (8.2), e, mais de três semanas depois, o povo ainda estava envolvido nela. Jejum, pano de saco e terra eram sinais tradicionais de luto; aqui eles eram a preparação para a confissão do pecado do povo (v.2).

Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé, representando sua reverência pela Palavra. Antes de ler o Livro da Lei, Esdras guiou o povo em oração. Louvou significa que Esdras identificou Deus como fonte de bênçãos para o povo (Sl 103.1). O povo respondeu amém e levantou as mãos, indicando participação com Esdras na oração. Então, os judeus inclinaram a cabeça e adoraram o Senhor com o rosto em terra, um ato de submissão voluntária ao Senhor e Criador.

Era necessário a separação de todos os estranhos era uma separação sagrada dos estrangeiros que adoravam outros deuses e cujas práticas devem ter trazido danos à adoração do Senhor pelo Seu povo. (v.2)

A confissão dos pecados do próprio povo foi para perdão pessoal e coletivo; já a confissão dos pecados de seus pais foi lembrar que os judeus não podiam continuar praticando as atitudes perversas do passado.

Jejuar, vestir pano de saco, e colocar terra sobre a cabeça eram sinais públicos de tristeza e arrependimento.

2. A LEI DO SENHOR E REMINISCÊNCIA.
O povo se arrepende. (Ne 9.1-37). Aqui, invertendo a ordem normal, a festa foi seguida por jejum, e alegria, por tristeza. O arrependimento da nação foi genuíno. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. Na oração, que foi o prelúdio para a renovação a aliança, o povo mencionou, em primeiro lugar, a obra da criação de Deus. Depois, passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com uma nação rebelde, desde a época de Abraão até aquele momento, quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra, por causa do sei pecado.

Os hebreus praticaram uma confissão aberta, admitindo seus pecados uns aos outros. Ler e estudar a Palavra de Deus deve preceder a confissão (8.18) porque Deus pode nos mostrar onde estamos pecando. A confissão honesta deve preceder a adoração, porque não podemos ter um relacionamento correto com Deus se nos apegamos a certos pecados.

Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus. Essas palavras foram ditas em alta voz pelos levitas. De eternidade em eternidade. O Senhor dos Exércitos será louvado eternamente.

O nome da tua glória. A importância do nome de Deus dificilmente pode ser superestimada. Esse cântico é fundamentado na teologia da Lei (os livros de Moisés), como era de se esperar depois de três semanas de leitura das Escrituras (8.1,2). Assim, a exaltação que o poema faz ao nome do Senhor é baseada na revelação de Seu nome pelo próprio Deus, como registrado em Êxodo 3.14. O profeta Isaías também louvou o glorioso nome do Senhor (Is 63.14).

Nos versículos (7-31) Vemos uma exposição da fidelidade do Altíssimo para com o Seu povo, apesar de sua história cheia de altos e baixos. Esse longo trecho é o coração do Salmo, no qual o poeta contrasta dramaticamente a lealdade do Senhor com o triste registro da desobediência de Israel aos Seus mandamentos, a indiferença pelas Suas maravilhas e o desdém pelos Seus atos de correção. Ainda assim, Deus permanece fiel.

3. A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS.
Deus é misericordioso. “A misericórdia de Deus é divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alívio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima”. Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no Salmo 103.8-18. O conhecimento de sua misericórdia torna-se a base da esperança (Sal.130.7) como também da confiança (Sal. 52.8). A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloquente ao enviar Cristo ao mundo. (Luc 1.78).

Nosso misericordioso Senhor está pronto a acolher de volta aqueles que o abandonaram e que pecaram contra as suas leis, tão logo se arrependam. Ao mesmo tempo, Ele é paciente e longânimo com as faltas e fraquezas de seus filhos, sempre que a vontade minifesta deles for segui-lo sem reservas e obter vitória total contra o pecado, Satanás e o mundo.

CONCLUSÃO
Devemos lembrar de nossa história para evitarmos repetir o nossos erros e servimos melhor a Deus. Rever o nosso passado nos ajuda a entender como melhorar o nosso comportamento. Esta atitude nos revela o padrão a ser seguido para o nosso crescimento espiritual. Aprenda com o seu passado de forma a se tornar o tipo de pessoa que Deus quer que você seja.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lição 6 - 4º Trimestre 2011 NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO. 06 de Novembro de 2011

Neemias, integridade e coragem em tempos de crise.

LEITURA BÍBLICA:

Neemias 8.1-3,5,6,9,10.
Já no sétimo mês, todo o povo de Israel estava morando nas suas cidades. No dia primeiro desse mês, todos se reuniram em Jerusalém na praça em frente ao Portão das Águas. Então pediram a Esdras, o sacerdote e mestre da Lei, que trouxesse o Livro da Lei que o Senhor Deus tinha dado ao povo de Israel por meio de Moisés. Esdras levou o livro para o lugar onde o povo estava reunido: os homens, as mulheres e as crianças que já tinham idade para entender. E ali, na praça em frente ao portão. Esdras leu a Lei para o povo, desde o nascer do sol até o meio-dia. E todos ouviram com atenção. Esdras ficou ali no estrado acima do povo, e todos olhavam para ele. Quando abriu o livro, todos se levantaram, e Esdras disse: Louvem ao Senhor, o grande Deus! Todo o povo levantou os braços e respondeu: Amém! Amém! Aí se ajoelharam e, com o rosto encostado na terra, adoraram a Deus, o Senhor. Quando ouviram a leitura da Lei, eles ficaram tão comovidos, que começaram a chorar. Então Neemias, o governador, e Esdras, o sacerdote e mestre da Lei, e os levitas que estavam ali explicando a Lei disseram a todo o povo: Este dia é sagrado para o Senhor, nosso Deus, e por isso vocês não devem se lamentar nem chorar. Vão agora para casa e faça uma festa. Repartam a sua comida e o vinho com quem não tiver nada preparado. Este dia é sagrado para o nosso Deus; portanto, não fiquem tristes. A alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem fortes.

INTRODUÇÃO
Depois de construído o muro, Neemias e Esdras congregaram o povo a fim de organizar a vida nacional. Durante sete dias, desde o raiar do sol até o meio-dia, Esdras e os instrutores levitas abriam o livro da Lei e o interpretavam e explicavam, a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido. Essa leitura e exposição pública do Livro de Deus ocasionou uma grande onda de arrependimento entre o povo, um grande reavivamento e uma aliança solene no sentido de observarem a Lei, conforme registram os capítulos 9 e 10.

Deve ser observado que foi a descoberta do Livro da Lei que deu origem à grande reforma de Josias (2Rs 22). Foi a redescoberta da Bíblia por Martinho Lutero que levou à Reforma e trouxe liberdade religiosa ao mundo moderno. A fraqueza de muitas igrejas em nossos dias é que negligenciam a própria Bíblia que professam seguir. A grande necessidade do púlpito hoje é a simples pregação expositiva da Bíblia.

1. O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A LEITURA DA LEI.
Esdras retornou a Jerusalém a fim de ajudar Neemias na dedicação do muro e na santificação das pessoas. È relevante o fato de que se reuniram na Porta das Águas, já que essa porta simboliza a Palavra do Senhor (3.26). O povo tinha fome da Palavra, pois pediu que Esdras trouxesse o Livro e o lesse. O 1º dia do sétimo mês marca a Festa das trombetas; o 10º dia é o dia da Expiação; do 15º ao 22º dia, a Festa dos Tabernáculos (Lv 23.23-44). Esdras leu a Palavra e explicou-a durante muito tempo com o auxilio dos levitas. O versículo 8 descreve uma perfeita assembleia da igreja: todo o povo reunido para ouvir; a Palavra exaltada; o pregador lê e explica a Palavra para que o povo possa entende-la. O povo chora ao ouvir a Palavra, sem dúvida dominado pelo pesar acerca de seus pecados. Contudo, esse era para ser um dia de regozijo. Eles podiam chorar no Dia da Expiação! Esdras disse-lhes que celebrassem e regozijassem; Ec. 3.4.

A frase “todo povo” indica a reunião de todas as cidades e da zona rural de Judá. A praça, provavelmente, localizava-se entre a área sudeste do templo e o muro oriental. O líder nesse caso, o escritor era Esdras. Essa é a primeira vez que o escriba é mencionado no livro de Neemias. O povo instruiu Esdras a pegar o Livro da Lei, o qual ele havia levado para Jerusalém 13 anos antes. O que era restrito ao estudo particular entre homens instruídos tornou-se público para todos.

Nos dias de Esdras e Neemias, lemos que quando o povo voltou do cativeiro, um grande avivamento espiritual teve lugar entre os israelitas. Esse despertamento teve origem numa intensa disseminação da Palavra de Deus e incluiu um vigoroso ministério de ensino bíblico. É dessa época que temos o relato do primeiro movimento de ensino bíblico metódico popular similar ao da nossa Escola Dominical de hoje.

O capítulo 8 do livro de Neemias dá um relato de como era a escola bíblica popular de então, ou como chamamos hoje: Escola Dominical. Esdras era o superintendente (Ne 8.2); o livro-texto era a Bíblia (v.3); os alunos eram homens, mulheres e crianças (v. 3; 12.43). Treze auxiliares ajudavam a Esdras na direção dos trabalhos (v.4) e outros treze serviam como professores ministrando o ensino (vv 7,8). O horário ia da manhã ao meio dia (v.3). Afirma o versículo 8 que os professores liam a Palavra de Deus e explicavam o sentido para que o povo entendesse. É certo que aí há um problema linguístico envolvido (o povo falando o aramaico ao retornar do exílio), mas o que sobressai mesmo é o ensino da Palavra patente em todo o capítulo. Por certo, o leitor gostaria de ter pertencido a uma escola assim, espiritualmente avivada.

O resultado desse movimento de ensino da Palavra foi a operação do Espírito Santo em profundidade no meio do povo, conforme atesta todo o capítulo 9 e os subsequentes do livro de Neemias. É o cumprimento da promessa de Deus em Isaías 55.11.

2. . O ENSINO BÍBLICO.
No dia seguinte, os líderes encontraram-se com Esdras a fim de descobrir a lei referente à Festa dos Tabernáculos. Eles proclamaram essa lei por toda a terra, e o povo obedeceu, houve “mui grande alegria” (v.17). Há alegria em ouvir a Palavra, mas alegria maior em obedecer a ela. Como resultado dessa conferência bíblica (todos os dias por uma semana, v.18), no 24º dia do mês houve uma grande convocação das pessoas condenadas. Durante três horas, Esdras e os levitas ensinaram a Palavra e, depois, as pessoas confessaram e oraram por três horas e assim por diante durante todo o dia.

Nas escrituras, geralmente as mulheres estão implicitamente presentes nas reuniões de grupos; aqui, elas são mencionadas explicitamente. Crianças com mais idade, assim como adultos, reuniram-se no primeiro dia do sétimo mês. O muro havia sido concluído no vigésimo quinto dia do sexto mês (Ne 6.15); então, esse evento aconteceu apenas pouco dias após a conclusão da obra.

Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé, representando sua reverência pela Palavra. Esse gesto, tempos depois, tornou-se característico dos judeus nas cerimônias realizadas nas sinagogas.

Antes de ler o Livro da Lei, Esdras guiou o povo em oração. Louvou significa que Esdras identificou Deus como fonte de bênçãos para o povo (Sl 103.1). O povo respondeu amém e levantou as mãos, indicando participação com Esdras na oração. Então, os judeus inclinaram a cabeça e adoraram o Senhor com o rosto em terra, um ato de submissão voluntária ao Senhor e Criador.

Por meio de Esdras e dos levitas, vemos o que deve acontecer sempre que a Palavra de Deus for ministrada aos fiéis. Muitos dos que voltaram do exílio, já não entendiam o hebraico, uma vez que seu idioma era agora o aramaico. Por isso, quando as Escrituras eram lidas em hebraico, um grupo de homens dedicados fazia a interpretação para o aramaico, de tal maneira que os fiéis pudessem compreendê-las a aplica-las à sua vida.

3. O ENTENDIMENTO DA PALAVRA GEROU O AVIVAMENTO.
Os levitas explicaram completamente o significado da Lei de Deus, eles explicaram a Lei de forma que o povo depreendesse o sentido e obtivesse o discernimento do que estava sendo lido. Uma vez que o povo compreendeu a Palavra de Deus, chorou. Ouvindo os altos padrões da Lei e reconhecendo sua baixa posição diante do Senhor, os judeus se converteram. Neemias, Esdras e os levitas estavam, sem dúvida, alegres em ver a convicção do povo. Mas, mesmo assim, encorajaram-no a parar de chorar e lembraram que aquele dia era consagrado ao Senhor.

No primeiro dia do sétimo mês (v.2), era realizada a Festa das Trombetas. Não era tempo de chorar, mas de celebrar. O povo foi instruído a celebrar a festa comendo, bebendo e compartilhando. A alegria do Senhor podia referir-se à alegria que Deus tem, mas o contexto indica que é algo que o povo experimentou. Esse é o sentimento que brota em nosso coração por meio de nosso relacionamento com Altíssimo. É um contentamento dado por Deus, sentido apenas quando estamos em comunhão com Ele. Quando nosso objetivo é conhecer mais acerca do Senhor, o que obtemos é a Sua alegria. Força significa lugar de segurança, refúgio ou proteção. O lugar seguro do povo era o todo-poderoso. Os judeus tinham construído um muro e carregado lanças e espadas, mas Deus era a sua proteção.

O povo foi à suas casas para comer e beber, compartilhar e regozijar-se, porque levara no coração as palavras de Neemias, Esdras e dos levitas (v 1-9). Ele obedeceu à Palavra do Senhor e celebrou a Festa das Trombetas.

Os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas voltaram no dia seguinte para ouvirem mais ensinamentos da Palavra de Deus. Até mesmo os líderes se reuniram para entender o sentido das escrituras e saber como deveriam agir.

Verdadeiros líderes apreciam o valor de celebrar os grandes feitos de Deus em suas organizações e por meio delas. Quando a tarefa é terminada, os resultados são alcançados e o povo é servido, então, é apropriado separar um tempo para celebrar essas bênçãos.

Foi isso que Neemias fez quando o povo terminou a reconstrução do muro (Ne 8.1,10). Primeiro, ele fez Esdras ler a Lei, a motivação da missão de Neemias, em primeiro lugar. As palavras despertaram não só tristeza (Ne 9.1-3), como também alegria genuína (Ne 8.10-12). Então, com louvor sincero, comida e, até mesmo, um coro dizendo amém (Ne 8.6), a comunidade alegrou-se no Senhor pelo trabalho realizado.

Mais uma informação interessante para a celebração foi a instrução de Neemias: enviai porções aos que não têm nada preparado para si (Ne 8.10). Em outras palavras: “tragam os pobres à festa: compartilhem a riqueza!”. Ninguém deveria ser privado de tamanha alegria.

O povo se arrepende. (Ne 9.1-37). Aqui, invertendo a ordem normal, a festa foi seguida por jejum, e alegria, por tristeza. O arrependimento da nação foi genuíno. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. Na oração, que foi o prelúdio para a renovação a aliança, o povo mencionou, em primeiro lugar, a obra da criação de Deus. Depois, passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com uma nação rebelde, desde a época de Abraão até aquele momento, quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra, por causa do sei pecado.

CONCLUSÃO
“Vale apena observar, que uma reprodução do que Neemias fez em Jerusalém, na metade do quinto século a.C., é extremamente necessário no Ocidente moderno. Os pais já não ensinam a Bíblia aos filhos em casa; os pregadores, na igreja, são geralmente temáticos e superficiais, em vez de expositivos e teológicos; o ensino da Escola dominical é muitas vezes rudimentar no que diz respeito à Bíblia; o sistema educacional público e a mídia, tanto popular quanto a acadêmica, tratam o cristianismo como uma letra morta, sobrevivente apenas como um hobby para pessoas de um estilo singular. “Assim, não há em nossa cultura o menor encorajamento para se tornar biblicamente literato, e o resultado é uma geração assustadora e nenhum movimento significativo em direção a Deus enquanto as coisas permanecerem como estão”. (J.I Packer). “Maranata“.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
Fones: (85) 3226-2753(Igreja) ADBV. Cel. 8884.4401/8616.7122
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.



sábado, 22 de outubro de 2011

Lição 5 - 4º Trimestre 2011 A CONSPIRAÇÃO DOS INIMIGOS CONTRA NEEMIAS. 30 de Outubro de 2011


Neemias, integridade e coragem em tempos de crise.

LEITURA BÍBLICA:

Neemias 6.1-9.
Sambalate, Tobias, Gesém e o resto dos nossos inimigos souberam que nós havíamos terminado de reconstruir a muralha e que não havia mais brechas nela, embora ainda não tivéssemos colocado os portões nos seus lugares. Então Sambalate e Gesém me mandaram um recado. Eles queriam que eu fosse me encontrar com eles num dos povoados do vale de Ono. Mas a intenção deles era me fazer algum mal. Aí eu mandei mensageiros a eles o seguinte recado: Eu estou fazendo um trabalho importante e não posso descer até aí. Eu não vou deixar este trabalho só para ir falar com vocês. Eles me mandaram o mesmo recado quatro vezes, e eu mandei sempre a mesma resposta. Então Sambalate me mandou o quinto recado, e este veio por escrito. Era uma carta e foi trazida por um dos empregados de Sambalate. A carta, que estava aberta, dizia: “Gesém me disse que entre os povos vizinhos está correndo um boato. Dizem que você e os judeus pretendem fazer uma revolução e que é por isso que estão reconstruindo a muralha. Ele disse também que o seu plano é se tornar o rei deles e que você arranjou alguns profetas para dizerem em Jerusalém, que você é o rei de Judá. O rei Artaxerxes certamente vai saber disso, e por isso proponho que nós dois nos encontremos para conversar a respeito dessa situação”.

Eu Mandei a seguinte resposta: Nada do que você está dizendo é verdade. Foi você quem inventou tudo isso. O que eles queriam era nos meter medo para não continuar o trabalho.

INTRODUÇÃO
A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para ir conversar com eles. Quando isto falhou, tentaram fazer chantagem e apelar para intimidação. As respostas de Neemias foram fora de série. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro; o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus.

1. A FALSIDADE DOS ADVERSÁRIOS.
As pessoas voltaram ao trabalho, e o inimigo também. Dessa vez, Sambalate e seus homens dirigiam seus ataques a Neemias, o líder. Aqui na terra, muitas das pessoas do Senhor não percebem jamais as tentações e os testes especiais que os servos do Senhor enfrentam dia após dia. A liderança espiritual é difícil. Sambalate convidou Neemias para um encontro amigável no vale de Ono, mas Neemias recusou o convite.

Os servos separados do Senhor não ousam andar “no conselho dos ímpios” (Sl 1.1). Cuidado com os sorrisos do inimigo, pois Satanás é mais perigoso quando se mostra nosso amigo que em qualquer outro momento. Houve quatro convites (v.4), e Neemias recusou todos. “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer.” Permaneça no serviço quando Satanás o convidar, e o Senhor o abençoarão.

Os inimigos de Neemias, percebendo que a oposição às claras não tinha funcionado e que a obra estava perto de ser concluída, sugeriram uma reunião. O vale de Ono situava-se a cerca de 30km a noroeste de Jerusalém. De alguma forma, talvez por uma palavra vinda do Senhor, Neemias foi avisado das intenções de seu adversário.

Uma carta aberta: naquela época, uma correspondência endereçada a um líder deveria ser dobrada em uma bolsa de seda e selada. Além disso, teria de ser aberta apenas pela pessoa a quem ela tivesse sido enviada. A carta aqui, no entanto, teve exibição pública. Nela, o povo judeu foi acusado de querer rebelar-se.

O mensageiro veio pela quinta vez e trouxe uma “carta aberta” cheia de acusações caluniosas contra Neemias e seu povo. Uma das principais armas do demônio é: “Entre as gentes se ouviu”. “Disseram” ou “Ouvir dizer” são frases que, em geral, dão início às fofocas e as às mentiras. Quem são “eles”? Neemias detectou o estratagema e, de imediato, expôs a mentira na dita “carta aberta”. Sua vida e caráter refutavam cada mentira da carta. Nos versículos 1-4, o inimigo ofereceu-se para trabalhar com os judeus; aqui, nos versículos 5-9, o inimigo quer difamar o nome de Neemias. Observe que Neemias ora, de novo, ao Senhor a fim de prevalecer (v.9).

Os servos de Deus não podem fazer nada em relação ao que as pessoas dizem deles, mas podem determinar o tipo de caráter que têm e o testemunho que dão. Os muros não seriam construídos se Neemias parasse o trabalho para defender sua reputação.

A evidência usada para acusar Neemias de rebelião foi uma afirmação de que os profetas tinham proclamado Neemias rei. Zacarias havia profetizado a chegada de um rei (Zc 9.9). Com toda a atividade de reconstrução do muro, o povo poderia estar falando sobre o que Zacarias tinha declarado. Os inimigos de Neemias ameaçaram levar o assunto ao rei da Pérsia, usando essa ameaça como alavanca para forçar Neemias a atender o encontro proposto. Embora verdadeiramente não tivessem nenhuma intenção de dirigir-se ao rei (Ne 6.9), os opositores esperavam que suas ameaças arruinassem a reputação de Neemias e, assim, os trabalhadores perdessem a sua determinação.

2. . SUBORNO E FALSA PROFECIA.
Obviamente, Semaías era um sacerdote. Com a visita de Neemias, propôs ao governador que eles entrassem no Lugar Santo para se protegerem de assassinos. Sua sugestão foi que Neemias fugisse para dentro do santuário. Era legal para um israelita procurar refúgio junto ao altar do lado de fora do templo (Êx 21.13,14), mas apenas o sacerdote podia entrar no Lugar Santo. Os inimigos de Neemias estavam tentando-o sutilmente. Se pudessem fazê-lo cair em pecado, Neemias e seu trabalho ficariam desacreditados. Então, o povo deixaria de segui-lo, e o trabalho no muro seria interrompido.

Semaías fechara-se em casa, aparentemente com medo do inimigo, mas, na verdade, ele estava trabalhando com o inimigo. Por que ele não estava ajudando os judeus a construírem o muro? Devemos acautelar-nos dos, assim chamados, cristãos que sempre dão conselhos, mas nunca fazem eles mesmos qualquer trabalho para Cristo. Paulo advertiu a respeito de falsos irmãos (2 Cor 11.26).

Semaías mentiu para Neemias e tentou amedrontá-lo para que fugisse do inimigo. Contudo, Neemias percebeu o esquema de Semaías. Ele orou, de novo, pela ajuda do Senhor e voltou direto ao trabalho.

Deus concedeu a Neemias sabedoria para discernir o erro no conselho de Semaías. Tobias e Sambalate eram os principais instigadores por trás de Semaías. Neemias, com indignação, rejeitou o conselho do sacerdote por duas razões: primeiro, porque um homem como ele não deveria fugir. Neemias era o governador, um líder do povo. Ele tinha responsabilidades para com o rei e, principalmente, para com o Rei dos reis. Uma pessoa de sua posição não poderia fugir nem esconder-se com medo. Segundo, Neemias recusou-se a ir ao templo para salvar a sua vida porque a Lei o proibia de entrar no Santo dos Santos sob pena de morte (Nm 18.7).

3. A CONCLUSÃO DA OBRA.
Neemias não se permitia desviar do seu objetivo. Ao contrário, entregou ao Senhor as acusações de seus inimigos (Sl 31.13,14). Seus adversários queriam enfraquece-lo; então, ele orou a fim de que Deus o fortalecesse.

Algumas pessoas respeitam a liderança principalmente como uma arte de obter resultados. Grandes líderes, dizem, são aqueles que conseguem um trabalho pronto, independente de como agem, contanto que atinjam seus objetivos. Porém, quando observamos os grandes líderes das Escrituras, descobrimos que eles não só realizaram muitos feitos, como também serviram aos outros no processo.

Neemias ilustra muito bem essa situação. Seu projeto de reconstrução do muro de Jerusalém nunca teve um fim em si mesmo o objetivo principal era revitalizar o povo de Israel e fazê-lo retornar ao concerto com Deus. Com esse propósito, depois que a obra foi concluída, Neemias entregou a administração da cidade aos líderes do governo local (Ne 7.2). Ele não criou dependência em suas próprias habilidades, tampouco usou o projeto para obter riqueza ou fama para si mesmo (Ne 5.18). Em vez disso, desde o início, começou o processo de entregar a administração de Jerusalém a outras pessoas.

Neemias também ajudou o povo a investigar suas raízes ao rever o censo feito 25 anos antes na época de Esdras (Ne 7.5), o que estabeleceu o cenário para o repovoamento da cidade (Ne 11.1,2) e deu prosseguimento à iniciativa de revitalização urbana.

A construção do muro terminou porque Deus estava com o seu povo; porque o povo tinha um dirigente corajoso, dedicado e decidido, Neemias, que dependia exclusivamente de Deus como sua proteção e fonte de poder; e porque o povo se dispôs a trabalhar e a seguir seu líder, dedicando-se com ousadia à tarefa, até completa-la.

Em 52 dias, concluíram os muros. E as pessoas trabalharam na época mais quente do ano. Deus foi glorificado, e o inimigo ficou desconcertado (v.16).

CONCLUSÃO
Neemias, além de trabalhar arduamente na reconstrução dos muros e portas, teve de enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era impedir a reforma da cidade. Porém, Neemias não se deixou intimidar pelos adversários. Sempre que desejamos empreender algo em favor do povo de Deus, os adversários se levantam, mas quando confiamos inteiramente no todo-poderoso, recebemos forças e coragem para lutar. Talvez, você esteja enfrentando algumas lutas, porém, não desanime. Não olhe para os inimigos e não dê ouvidos às críticas, antes, continue a olhar firmemente para Jesus e seja um vencedor. (Elinaldo Renovato).

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.















quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lição 4 - 4º Trimestre 2011 COMO ENFRENTAR A OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS. 23 de Outubro de 2011


LEITURA BÍBLICA:
Neemias 4.1-9.
Quando Sambalate soube que os judeus estavam reconstruindo as muralhas, ficou furioso e começou a caçoar de nós. Diante dos seus companheiros e do exército dos samaritanos, ele disse: O que é esses judeus miseráveis estão fazendo? Será que eles pretendem reconstruir a cidade? Será que eles pensam que, oferecendo sacrifícios, poderão acabar o trabalho em um dia? Será que dos montões de entulho e das pedras que foram queimadas eles podem tirar pedras para a construção? Tobias, que era do país de Amom, estava com ele e disse: Que tipo de muralha eles poderão construir? Até mesmo uma raposa poderia derrubá-la! “Ó nosso Deus, escuta como eles caçoam de nós! Faze que a zombaria caia sobre a cabeça deles mesmos . Que tudo o que eles têm seja roubado, e que eles sejam levados prisioneiros para uma terra estrangeira! Não perdoes o mal que eles fazem e não esqueças os seus pecados, pois insultaram a nós, que estamos construindo.” Então continuamos a reconstruir as muralhas, e logo elas já estavam na metade da sua altura total porque o povo estava animado para trabalhar.
Sambalate e Tobias e os povos da Arábia, Amo e Asdode ficaram muito zangados quando souberam que nós estávamos continuando o trabalho de reconstrução das muralhas de Jerusalém, e que as suas brechas já estavam sendo fechadas.
Aí se reuniram e combinaram que viriam juntos atacar Jerusalém e provocar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos homens para ficarem de vigia contra eles de dia e de noite.

INTRODUÇÃO
Inimigos antigos dos judeus, os moabitas, amonitas, asdoditas, árabes e os samaritanos recém-importados que agora possuíam a terra, fizeram oposição astuta e amarga contra a reconstrução dos muros de Jerusalém. Mobilizaram seus exércitos e marcharam contra Jerusalém. Neemias, porém, com fé em Deus, armou e dispôs seus homens estrategicamente e levou a obra adiante sem interrupção, de dia e de noite. E, a despeito de todos os obstáculos, o muro foi terminado em 52 dias. Quase um século e meio depois de sua destruição em 586 a.C., Jerusalém voltou a ser uma cidade fortificada.

Sempre que o povo de Deus começa a fazer o trabalho do Senhor, há oposição. Um trabalhador de fé e de propósito fracos desiste, mas uma pessoa decidida e confiante supera a oposição e termina a tarefa. Neemias era esse tipo de pessoa. Nesses versículos, observe a oposição que ele enfrenta (dentro e fora da cidade) e as vitórias que conquista.

1. OPOSIÇÃO FERRENHA.
O motivo para esses antagonistas (Sambalate e Tobias) resistirem à obra de restauração da cidade não se concentrava necessariamente no culto a Jeová. Setenta e cinco anos antes do episódio, é verdade que as razões estavam diretamente relacionadas com o culto (Ed 5.3). Porém agora a resistência era contra o restabelecimento de mais um estado rival e poderoso dentre os demais daquela região. Certamente eles se uniram em sua revolta contra a administração persa, e passaram a ver o governador Neemias como um líder a favor da dominação persa naquelas províncias, tornando-se uma espécie de vigia para o rei Artaxerxes. O próprio fato de eles se sentirem no direito de interferir nas reformas comandadas por Neemias é uma prova de que já havia uma certa independência desses povos para com o governo persa, especialmente depois de tomarem ciência do conteúdo da carta de autorização dada por Artaxerxes.

Ardeu em ira, se indignou. Como se Sambalate acendesse a ira. Sambalate reuniu os homens do exército de Samaria, sua milícia local, e, então, debochou do povo judeu com perguntas sarcásticas. Estes fracos judeus; o verbo do qual o adjetivo fraco é derivado é usado em relação a mulheres que não podem mais ter filhos (1 Sm 2.5), a um pescador cuja pescaria falha (Is 19.8) e aos habitantes de uma terra derrotada (Os 4.3).

Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? Sambalate vertia desprezo sobre o povo judeu e seu Deus. Ao falar sobre vivificar as pedras, ele faz referência ao fato de que as pedras do antigo muro haviam sido queimadas. Quando a pedra calcária é submetida a calor intenso, torna-se inadequada para construção.

Tobias, o ajudante de Sambalate (Ne 2.10,19), levou a zombaria (v.20 deste ainda mais além. Tobias declarou que , se uma pequena criatura, como uma raposa, pulasse no muro, ele cairia devido à sua frágil construção.

Depois de uma tentativa fracassada, Sambalate, Gesém e Tobias, que tentaram desestimular o povo escarnecendo da obra, partiram para uma tática diferente: argumentaram sobre a deslealdade dos judeus para o trono da Pérsia, mas isto foi em vã, pois a obra tinha sido autorizado pelo próprio rei. Á medida que a construção chegava ao fim, os inimigos de Israel desesperavam, percebendo que a cidade ficaria novamente invulnerável à ação de exércitos estrangeiros. Para eles, tudo isso tinha dois significados básicos: os judeus automaticamente proclamariam sua independência dos persas, e depois buscariam o controle de toda a região, criando um reino redivivo de Davi, o que não estava distante das perspectivas dos profetas. Neemias teve de defender a obra contra todos esses ataques.

2. . A CRÍTICA DOS ADVERSÁRIOS
Ridículo (4.1-6).
O povo de Deus sempre tem inimigos. Nesse caso, os inimigos eram Sambalate, funcionário do governo de Samaria; Tobias, o amonita; e Gesém, o arábio. Esses três homens perversos não eram da nação de Israel; na verdade, os amonitas eram inimigos dos judeus (Dt 23.3-4). A primeira arma deles era o ridículo; eles zombavam abertamente dos “fracos judeus” diante dos líderes de Samaria. Satanás é um zombador (Lc 22.63; 23.35-37). O ridículo é um artifício usado por pessoas ignorantes que estão cheias de inveja. Elas zombavam das pessoas (“fracos judeus”), dos planos (“Darão cabo da obra num só dia?”), e dos matérias (“montes de entulho e de pedras”). Como Neemias respondeu a eles? Ele orou ao seu Deus! Ele preocupava-se apenas com a glória do Senhor e com o testemunho da nação, portanto não veja vingança pessoal em suas orações (Sl 139.19-24). Observe que as pessoas continuam a trabalhar enquanto oram, pois a oração não é um substitutivo para o trabalho. Satanás amaria ver Neemias deixar o muro para discutir com Sambalate, mas ele não caía nas armadilhas de Satanás. Nunca permita que a ridicularizarão interfira no seu ministério; apresente a questão ao Senhor em oração e continue trabalhando.

Força (4.7-9).
O que Satanás não consegue com fraude, tenta conseguir pela força. Que associação de pessoas o versículo 7 apresenta! E todas conspiram contra os judeus. É surpreendente como parece não faltar energia para o demônio. No entanto, “Se Deus é por nós, quem será contra nós”? Como Neemias enfrentou esse novo ataque? Ele orou e enviou um espião. O Novo Testamento repete a admoestação: “Vigiai e orai”; veja Marcos 13.33 (o mundo), Marcos 14.38 (a carne) e Efésios 6.18 (o demônio). Observe que Neemias não depende apenas da oração; ele também enviou um espião.

Agora, a batalha move-se de fora para dentro da cidade. Em Atos 5-6, Satanás seguiu a mesma tática quando usou Ananias e Safira e um grupo de viúvas queixosas na comunidade da igreja. Ele também usou Judas no grupo dos apóstolos. Os trabalhadores estavam desencorajados com todos os escombros dentro da cidade, e o perigo estava à espreita do lado de fora. Por que a tribo de Judá reclamava? Talvez porque se tivesse se aliado em segredo a Sambalate (6.17). Em 13.15, observe a desobediência de Judá à Lei do Senhor. Na verdade, quando disse: “Não podemos” (v.10), estava concordando com o inimigo (4.2).

O desencorajamento e as queixas logo se espalharam e atrapalharam o trabalho do Senhor. Não constatamos que Neemias tenha dado muita atenção às queixas deles; ele continuou a construção, a vigília e a oração.

Medo (4.11-23).
A fé e o medo nunca habitam o mesmo coração. O versículo 11 relata o rumor iniciado pelos inimigos, e o exército deles invadiria Jerusalém de súbito. Os judeus que viviam fora da cidade ouviram os boatos e os transmitiram, dez vezes, a Neemias. Como os trabalhadores de Satanás são persistentes! Por fim, Neemias pôs pessoas armadas no muro e encorajou-as a não temerem. Observe que, dos versículos 13 a 15, o trabalho parou, exatamente o que o inimigo queria. Neemias viu a insensatez desse plano, portanto ele pôs os trabalhadores de volta à obra com a arma em uma mão e a ferramenta na outra. Ele também determinou um homem para que fosse sentinela especial com trombetas (vv 19-20), mas não permitiu que o trabalho parasse. Esses judeus são exemplos magníficos de como deve ser o trabalhador cristão: eles devem ter a mente voltada para o trabalho (4.6), o coração voltado para a oração (4.9), um olho voltado para a vigilância (4.9) e um ouvido voltado para a escuta (4.20).

3. A GUERRA CONTRA OS EDIFICADORES.
Neemias não respondeu aos seus oponentes (v.2,3). Em vez disso, orou para que o Senhor os perdoasse. Ele acreditava que, quando o povo de Deus estivesse envolvido no trabalho divino, qualquer ataque contra ele seria uma afronta a Deus. Nesse caso, desprezar os trabalhadores judeus era ignorar o próprio Senhor.

Neemias voltou a trabalhar imediatamente, e povo, cujo coração se inclinava a trabalhar, acompanhou-o. Como o sarcasmo dos oponentes de Neemias não interrompeu o trabalho no muro, eles tentaram uma ameaça de ataque. A princípio, a oposição partiu de duas pessoas (2.10) e aumentou para três (2.19). Posteriormente, uma multidão cercou Jerusalém. Sambalate era samaritano. Samaria localizava-se ao norte de Jerusalém. Os arábios eram do sul, e os amonitas, do oriente. Já os asdoditas provinham do ocidente.

No versículo 9, as orações registradas no livro de Neemias são individuais. Esta foi uma oração em grupo. O espírito de Neemias havia afetado o grupo inteiro de trabalhadores, os quais não só oraram como também colocaram uma guarda e fizeram o que era humanamente possível para se protegerem de ataques. Nessas circunstâncias, alguns dos trabalhadores se sentiam desencorajados. A construção do muro estava pela metade (v. 6), mas a tarefa estava sendo executada. As palavras dos cansados acarretadores são como uma canção ou um poema no texto hebraico. Enquanto os trabalhadores judeus se desencorajavam (v.10), a oposição intensificava-se. Os adversários deram início a uma campanha silenciosa entre o povo judeu para interromper a construção do muro. Esses inimigos usaram o medo como arma e o povo judeu para fazer seu trabalho sujo.

Pus guardas. Como não existia um exército judeu, o povo tinha de defender-se de outro modo. Neemias posicionou estrategicamente homens no muro. Dos lugares altos, eles podiam avistar a aproximação inimiga. Outros defendiam os lugares baixos do muro.

Aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo (4.14,15). A estratégia de Neemias era direcionada tanto aos líderes quanto aos leigos. Dessa forma, toda a comunidade tomaria posse dos mesmos ideias.

Pelejai pelos vossos irmãos. Neemias lembrou aos judeus que eles não eram soldados mercenários ganhando salários ou esperando por despojos. Não só a vida desses estava em perigo, como a de seus queridos também. Deus respondeu às orações de Neemias, e o povo, sentindo-se inspirado por suas palavras sábias, voltou às suas atividades. Neemias equipou os trabalhadores e dividiu seus próprios moços em dois grupos: uma metade trabalhava no muro; a outra ficava de guarda. Como precisavam das duas mãos para trabalhar, as espadas deles ficavam penduradas na cintura. Os que carregavam os cestos de entulho na cabeça seguravam suas armas com uma mão e, com a outra, apoiavam a carga.

Neemias instituiu um sistema de alarme para aqueles que trabalhavam no muro. Aparentemente, os trabalhadores ficavam espalhados pela extensão do muro e tão separados uns dos outros que a voz de um não alcançava o outro. Por essa razão, um tocador com uma trombeta de chifre acompanhava Neemias aonde quer que ele fosse. Caso o muro fosse atacado, o alarme reuniria rapidamente todo o povo no lugar de perigo.

O nosso Deus pelejará por nós. Essas palavras despertaram o espírito do êxodo (Nm 10.1-10). O Altíssimo havia lutado por seus ancestrais e, agora, lutaria por eles.

Neemias instituiu um plano de trabalho e de guarda de 24 horas. O povo trabalhava durante o dia e ficava de guarda à noite. Os trabalhadores que moravam fora da cidade foram solicitados a permanecerem nela, ao invés de voltarem para casa. A não ser para se lavarem, Neemias e seus homens nunca tiravam suas vestes. Eles trabalhavam dia e noite. O capítulo quatro ilustra três tipo e oposição a Neemias e ao povo de Jerusalém: oposição pela zombaria, pela ameaça de ataque e pelo medo. Neemias ignorou a zombaria; ele orou e persistiu. Enfrentou a ameaça com oração e pôs homens de guarda. Ele lidou com o medo apontando para o Senhor e preparando o povo para a batalha. Sua abordagem poderia ser concomitantemente expressa em duas palavras: Oração e persistência.

CONCLUSÃO
Muitas pessoas fogem das adversidades; os líderes sensatos sabem que elas existem. Sempre que mudanças e progresso estão a caminho, interesses conflitantes inevitavelmente aparecem para desafiá-los. Nesse momento, os líderes devem decidir se aceitam e enfrentam o desafio ou viram as costas e deixam seus oponentes tomarem as decisões.

Os adversários de Neemias eram um grupo de samaritanos que tinham interesse pessoal em ver Jerusalém desprotegida (Ne 4.7). Durante os 70 anos do exílio de Judá, eles haviam estabelecido o domínio sobre os que foram deixados para trás. Então, o plano de Neemias de reconstruir os muros e revitalizar a cidade ameaçada acabar com o monopólio inimigo.

Neemias respondeu à oposição com fé e oração decididas, além de resistência calculada. Em vez de agravar uma situação delicada, defendeu-se contra o ataque e continuou trabalhando. Assim, ele adaptou às tribulações, em vez de fugir delas ou reagir de forma exagerada. Deus, no devido tempo, recompensou a perseverança desse Seu servo com o término do muro (Ne 6.15).

Reflexão: AS ARMAS DE UM CRISTÃO.

2 Cor.10.4 - Porque as armas da nossa milícia(força militar de um pais) não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;
* De que exercito estes soldados pertences, e que armas estão usando contra nosso inimigo?

Ef. 6.11 - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. As armas que Deus nos da são espirituais e provêm dEle.

1Tm. 1.18 - Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia;

Que armas são estas, que Paulo orienta Timóteo e a igreja de Coríntios a tomar posse delas?

1) Fé.
1Tes. 5.8. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
Em Efésios 6.16, Ele chama de Escudo, Tomando, sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

A fé fala de confiança e de segurança. Deus é o nosso escudo, conforme Ele mesmo disse a Abraão Gn. 15.1. DEPOIS destas coisas veio à palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.

Lembremo-nos de Abraão oferecendo o seu filho Isaque, pois ele caminhou pela fé, pois ele mesmo disse: Eu e o moço subiremos e voltaremos. Gn. 22. 4,5. Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.

2) Oração. Fala de intercessão e suplica.
Efésios 6.18 - Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,
* Como também fala de perseverança, Rm. 12.12. Alegrai-vos na esperança, sede paciente na tribulação, perseverai na oração;
* A oração leva o homem à comunhão com Deus, como fez Enoque.
* A suplica na oração como fez Ezequias 2Rs. 20.1-3 - NAQUELES dias adoeceu Ezequias mortalmente; e o profeta Isaías, filho de Amós, veio a ele e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.
Então virou o rosto para a parede, e orou ao SENHOR, dizendo:
Ah, SENHOR! Suplico-te lembrar de que andei diante de ti em verdade, com o coração perfeito, e fiz o que era bom aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.

3) Jejum; Fala de Renúncia.
* Jesus disse: Não se expulsa senão por Jejum. Mt. 17.21 - Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.
* Moisés para receber os mandamentos, teve que ficar em jejum por 40 dias.

4) Palavra; A Bíblia Sagrada, ela é viva e poderosa.
Ef. 6.17 - Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
* É a palavra do Espírito que é a palavra de Deus.
* Fiel é a palavra, devemos proclamá-la.

5) Louvor: Fala de gratidão.
* O seu louvor estará continuamente na minha boca. Sl. 34.1 - LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.

* Davi usou esta arma para afugentar o espírito mal de Saú. 1 Sam. 16.18,23 - Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o SENHOR é com ele. E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele.

6) Jesus: Justo, Eterno, Senhor, Único e Salvador.
. Uma poderosa arma contra tudo que é mal. Is. 9.6 - Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Pesquisado e Elaborado: Ev. José Augusto de França Junior (Conhecido: Ev.Junior França)
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Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lições Bíblicas da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Glow, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico: SBB e Halley, Todos os personagens da Bíblia de A - Z, História dos Hebreus, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico: Wycliffe e J. D. Douglas, entre outros.