terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lição 5 - 1º Trimestre 2011 SINAIS E MARAVILHAS NA IGREJA 30 de Janeiro de 2011




LEITURA BÍBLICA:   Atos 3.1-11

1 Certo dia de tarde, Pedro e João estavam indo ao Templo para a oração das três horas. 2 Estava ali um homem que tinha nascido coxo. Todos os dias ele era levado para um dos portões do Templo, chamado “Portão Formoso”, a fim de pedir esmolas às pessoas que entravam no pátio do Templo. 3 Quando o coxo viu Pedro e João entrando, pediu uma esmola. 4 Eles olharam firmemente para ele, e Pedro disse:
- Olhe para nós!
5 O homem olhou para eles, esperando receber alguma coisa. 6 Então Pedro disse:
- Não tenho nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou: pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré, levante-se e ande. 7 Em seguida Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a se levantar. No mesmo instante os pés e os tornozelos dele ficaram firmes. 8 Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. Depois entrou no pátio do Templo com eles, andando, pulando e agradecendo a Deus. 9 Toda a multidão viu o homem pulando e louvando a Deus. 10 Quando perceberam que aquele era o mendigo que ficava sentado perto do Portão Formoso do Templo, ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido. 11 O homem que havia sido curado acompanhou Pedro e João. Todas as pessoas estavam admiradas e correram para a parte do pátio do Templo chamada “Alpendre de Salomão”, onde eles estavam.

INTRODUÇÃO

O texto sacro nos informa que houve muitas maravilhas e sinais que se faziam pelos apóstolos (cap. 2.43). Tais milagres não estão escritos neste livro, mas temos aqui um exemplo. Os primeiros cristãos não faziam milagres em todos que tivessem ocasião de chegar à sua presença, mas conforme o Espírito Santo os orientava, a fim de explicar o propósito da comissão que tinham. Portanto, nem todos os milagres que fizeram estão escritos neste livro, mas estão registrados somente os que o Espírito Santo julgou necessário para explicar o propósito desta história sagrada.

1.  SINAIS E MARAVILHAS, A AÇÃO SOBRENATURAL DA IGREJA.   
  
Visto que o termo milagre é popularmente aplicado a ocasiões incomuns, até mesmo por aqueles que professam não acreditar no sobrenatural, nem sempre é fácil atribuir o verdadeiro significado bíblico à palavra. É provável que a definição mais simples seja: “uma interferência na natureza por um poder sobrenatural”. Outra definição também é útil. “Um milagre é um evento no mundo exterior, que é trabalhado pelo poder imediato de Deus”. Isso que dizer que uma obra divina é milagrosa quando Deus “não usa meios, mas utiliza o seu poder criativo, como o utilizou quando fez todas as coisas a partir do nada”. Em outras palavras, um milagre acontece quando Deus dá um passo para fazer algo além do que poderia ser realizado de acordo com as leis da natureza, do modo como a entendemos, e que na verdade pode estar em desacordo com elas e ser até uma violação delas. Além disso, um milagre está além da capacidade intelectual ou científica do homem.
A operação de milagres visa o aprofundamento da compreensão do homem sobre Deus. Essa é a maneira de Deus falar dramaticamente para aqueles que têm ouvidos para ouvir. As histórias de milagres estão intimamente envolvidas com a fé dos observadores e dos participantes (Êx 14.31) e com a fé daqueles que lerão ou ouvirão posteriormente  (Jo 20.30,31). Jesus esperava a fé como a reação correta para sua presença e feitos salvadores; tratava-se de uma fé que “curava”, que fazia a diferença entre a mera criação de uma impressão e uma comunicação salvadora de sua revelação de Deus.
Depois que o Senhor Jesus Cristo ascendeu ao céu, os discípulos começaram a pregar em seu nome, interpretando os acontecimentos de sua vida e especialmente de sua morte, escrevendo aos seus convertidos, mensagens que traziam em si a autoridade do Espírito Santo. Eles eram verdadeiros mensageiros de Deus, interpretando corretamente a mensagem e a obra de seu Filho? Os seus pronunciamentos deveriam ser tratados como se fossem inspirados? Os milagres ajudaram a responder estas perguntas de forma afirmativa.
O propósito dos milagres. Alguns tendem a ver os milagres como eventos isolados na vida dos profetas ou do Senhor Jesus Cristo. Presumivelmente, o desespero medonho de uma pessoa, a seriedade de uma situação ou a iniciativa de Elias ditou se um milagre deveria ou não ser realizado. Mas os milagres não estão espalhados em uma confusão geral ao longo da Bíblia Sagrada. Em cada caso, os milagres serviram para dar crédito à mensagem e ao mensageiro de Deus, em ligações importantes no desenvolvimento da tradição judaico-cristã. Eles também preservaram a verdade de Deus da extinção.

2.  O MILAGRE NA PORTA FORMOSA

Lugar freqüentado pelos mendigos. “Porta do Templo, chamada Formosa” (v.2). Segundo Josefo, havia no Templo nove portas cobertas de ambos os lados com ouro e prata. Uma estava fora da casa, feita do bronze de Corinto, ornada de ouro e prata, que reluziam à luz do Sol, conhecida como porta de Nicanor ou porta Oriental. A maioria dos expositores identifica essa porta com a do texto. Por essa razão, era “chamada Formosa”. Além disso, ela dava acesso ao “alpendre chamado de Salomão” (At 3.11).
A grandeza do milagre. Lucas afirma que o paralítico era conhecido, em virtude de haver nascido coxo e por ser frequentador da porta formosa, na mendicância (v.9). Isso para a magnitude do milagre bem como sua irrefutabilidade. Não se tratava de uma operação obscura, subjetiva e sem prova. Era uma realidade.
A mensagem de Jesus consistia na trilogia: ensinar, pregar e curar (Mt 4.23, 9.35). Isso Jesus mandou que seus discípulos fizessem (Mt 28.19,20). É essa a mensagem que pregamos na atualidade. A cura do coxo teve repercussão em toda Jerusalém, mas nos bastidores, estavam as autoridades, aguardando a oportunidade para investir contra a Igreja. O milagre da cura é de suma importância para a pregação do Evangelho.

3. O MILAGRE ABRE A PORTA DA PALAVRA

O milagre era a prova de que Jesus estava com seus discípulos. A cura foi instantânea e impressionante: “e, saltando ele, posse em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus” (v.8). Esse homem era conhecido dos adoradores do Templo, pois vivia pedindo esmola junto à porta Formosa (v.10). Imediatamente, entrou no Templo, glorificando e louvando a Deus, para surpresa e espanto dos presentes.
Jesus garantiu aos apóstolos que estaria com eles. Aí estava a prova. Cristo também afirmou que seus discípulos fariam obras maiores do que Ele (Jo 14.12). “Maiores obras” diz respeito à quantidade e não à qualidade. A palavra grega aqui é meizon, grau comparativo de megas, “grande”. Também significa quantidade.

CONCLUSÃO

Milagres não devem nortear a vida do crente. Sinais  e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para orientação de Deus às nossas vidas.
Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatória para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam  aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que crêem seguem os milagres. (E.C)

Pesquisado e Elaborado: Ev. Junior França - E-mail e MSN: junior.franca1@hotmail.com  Fones: (85) 3226-2753(Igreja)ADBV. Cel.(85)8884.4401
Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lição da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico SBB, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico Wycliffe e outros.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lição 4 - 1º Trimestre 2011 O PODER IRRESISTÍVEL DA COMUNHÃO NA IGREJA 23 de Janeiro de 2011


 
   

LEITURA BÍBLICA

Atos 2.40-47

Pedro continuou a dar o seu testemunho e, com muitas outras explicações, procurou convencê-los, dizendo:
- Saiam do meio dessa gente má e salvem-se!
Muitos acreditaram na mensagem de Pedro e foram batizados. Naquele dia quase três mil se juntaram ao grupo dos seguidores de Jesus. E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.
Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham.
Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

INTRODUÇÃO

A vida comunitária da igreja primitiva visava ser exemplo extraordinário do que o Espírito de Cristo podia dizer em favor da humanidade. Era o tipo de vivência que Jesus ensinava e vivera seus apóstolos e seguidores durante seu ministério. Os discípulos já tinham aprendido que o Senhor os sustentaria se vivessem juntos como irmãos e irmãs em Cristo. Membros de um só corpo, tendo Cristo por cabeça. Vemos também que, embora os membros da igreja passassem boa parte do tempo juntos no templo, aprendendo os ensinos dos apóstolos, eles também participavam de refeições nas suas próprias casas (v.46). Por exemplo, Filipe, um dos sete que ministravam às mesas (At. 6.1-7), posteriormente residiu na sua propriedade em Cesaréia (At. 21.8)
A vida comunitária deixava espaço para atividades familiares e vocacionais individuais, bem como para períodos significativos passados juntos em comunhão. Os membros da igreja primitiva repartiam voluntariamente o que possuíam com os novos irmãos e irmãs em Cristo, a fim de suprir as necessidades básicas dos que não tinham condições financeiras para isso. Havia muitos cristãos pobres em Jerusalém; anos mais tarde, Paulo levantou ofertas das igrejas fora da Palestina a favor da igreja-mãe Jerusalém (At. 11.29; 24.17)

1.  A COMUNHÃO DOS SANTOS  
   
O que é comunhão. Comunhão significa companheirismo ou parceria com outros baseado em algo que se tenha em comum. A comunhão cristã pode ser considerada sob vários aspectos.
Participantes. A comunhão do cristão é em primeiro lugar com Deus (1Jo. 1.6); com Cristo (1Co. 1.9), com o Espírito Santo (Fp 2.1), com o Pai  o Filho (1Jo. 1.3). Em segundo lugar com os companheiros cristãos (Jo.15.12; 1Jo. 1.3,7).
A comunhão dos cristãos com os homens deve, porém, ser baseada, em primeiro lugar, em sua clara confissão de que Cristo é o messias prometido e que verdadeiramente teve um corpo humano de carne e ossos (1Jo 4.2,3; 2Jo 7-11); e em segundo lugar, o cristão não deve estar em comunhão com aqueles que vivem em pecados patentes abertos tais como fornicação, idolatria, cobiça e embriaguez (1Co. 5.11). contudo, o cristão pode se associar ou conviver com não salvos que tenham estes pecados, e terá de fazê-lo porque ele faz parte do mundo.
A comunhão (do grego Koinônia: “comunidade, comunalidade, comunhão”) inclui dois elementos: Cada um deles estimula o outro, como se explica adiante:
- Aprofundando a amizade, e
- Desenvolvendo visão, objetivos e prioridades em comum.
A igreja batizada em um corpo. É preciso esclarecer que a expressão “batizados em um Espírito”(1Cor.12.13) não é uma referência ao batismo com Espírito Santo, menos ainda ao batismo em águas. O apóstolo Paulo, aqui, está explicando que todos os que pertencem à igreja de Cristo foram mergulhados em uma essência espiritual, formando uma unidade, uma nova substância com ela.
Nós, os salvos em Cristo, fomos mergulhados no Espírito Santo, gerando, assim, um corpo espiritual: o Corpo de Cristo, a Igreja invisível.

2.  A COMUNHÃO CRISTÃ CARACTERIZA-SE PELA UNIDADE

O impressionante crescimento do número de convertidos criou novas necessidades e responsabilidades.
Os apóstolos tinham o dever de treinar esse grande grupo e conduzi-lo à comunhão com os outros cristãos.
O processo se dava em quatro etapas:
- Era ensinado aos novos convertidos que eles deveriam perseverar na doutrina dos apóstolos. A uniformidade da crença em relação à pessoa de Jesus, baseada no testemunho ocular de Seus seguidores, era essencial.
- Os novos convertidos eram incentivados a partilhar da comunhão da Igreja. A palavra grega traduzida por comunhão significa compartilhar sua vida com os outros cristãos.
- Os novos convertidos eram incentivados a partir o pão, provavelmente, uma referência à ceia do Senhor (1 Co 11.23,24). Alguns creem que essa é uma referência mais ampla à Festa do Amor, uma refeição de comunhão da Igreja primitiva.
- Os novos convertidos eram ensinados na disciplina da oração. As orações coletivas eram vistas como parte essencial do crescimento espiritual da Igreja.
A disposição e distribuição dos bens na Igreja primitiva eram feitas entre todos, segundo a necessidade de cada um. Quando uma carência física ou espiritual chegava ao conhecimento da Igreja, a ação era realizada, para que o problema fosse resolvido (1Jo 3.17).
3. OS FRUTOS DA COMUNHÃO CRISTÃ

- A comunhão na Ceia do Senhor (1Co.10.16-21), na qual o crente professa sua fé no sangue expiatório de Cristo e manifesta sua morte até que Ele volte (1Co. 11.23-26). Paulo dá instruções muito cuidadosas no que diz respeito a esta comunhão, e nos adverte a examinarmos a nós mesmos antes de participarmos da Mesa do Senhor 1Co. 11.27,28.
- A comunhão como membro da Igreja. O nosso Senhor estabeleceu sua igreja do NT, ou corpo dos chamados crentes, declarando-se como Salvador (Mt. 16.18). Ele estabeleceu tanto de judeus como de gentios um novo “homem” ou “corpo” (Ef.2.14-16). Ele amou a igreja como sua própria noiva, e deu a si mesmo por ela (Ef.5.25). Nas igrejas ou assembleias locais, os cristãos devem ser alimentados (Hb. 10.24,25) e desfrutar a comunhão na palavra e na oração (At. 2.42).
- Ministração aos santos tais como fundos de socorro para outras igrejas (At 11.29), ajuda a cristãos que estejam passando momentos de necessidades (Rm 12.13), suportando e compartilhando os fardos de outras pessoas (Rm 15.1).
- Dar; este é um mandamento (1Tm 6.18) que pode consistir de uma doação sistemática regular (Rm 15.26), ou pode ocorrer na doação de grandes somas ou até mesmo de tudo o que alguém possui em um determinado momento (At 4.36,37)
- Comunhão no sofrimento. Isto se refere ao sofrimento como membro do corpo de Cristo, da participação nos sofrimentos e aflições de Cristo (Fp 3.10).
- Doação. Os cristãos do Novo Testamento demonstravam seu amor uns para com os outros por meio da doação deles próprios como sacrifícios ao Senhor. Como expressão livre de amor em favor dos que eram pobres necessitados.
- Amor. Os cristãos da Igreja primitiva amavam uns aos outros e eram muito gentis. Suas obras de caridade eram tão valorosas quanto sua devoção. Suas reuniões nas santas ordenanças uniam os corações uns aos outros, tornando-os muito estimados e amados entre eles mesmos.

CONCLUSÃO

Esta comunhão abençoada atinge sua consumação na comunhão eterna dos crentes com o Deus Trino e uns com os outros (Sl 73.23-26). Esta comunhão constitui uma bênção suprema da glória dos céus (Ap 5.9-14). A verdadeira comunhão cristã gera frutos na vida da igreja, tornando-a verdadeiramente o corpo de Cristo.

Pesquisado e Elaborado: Ev. Junior França - E-mail e MSN: junior.franca1@hotmail.com  Fones: (85) 3226-2753(Igreja)ADBV. Cel.(85)8884.4401
Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lição da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico SBB, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico Wycliffe.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Esboço - As três cruzes no gólgota (lugar da caveira) Lc. 23.33-43



Introdução

O tema inicial da nossa fé esta em Isaías 9.6, pois com estes versículos poderemos verificar o grande amor de Deus através do seu filho pela humanidade, pois João tentou definir este amor e registrou que foi de uma tal maneira que Deus através do seu filho Jesus Cristo nos alcançou, pois através do seu sacrifício, foi rejeitado e humilhado conforme vemos em Isaías 53.2-8. Demonstrou o seu amor a cruz do arrependimento, pois através do seu sacrifício alcançou o ladrão na cruz. Is. 9.6; 53.2-8

A Cruz da Rebelião

Seus feitos: um homem rejeitado pela sociedade, devido os seus atos perversos de crueldade, um perturbador da paz, homicida, insensível a verdade, cego pelo pecado, seu coração estava cheio de ódio, amargurado, colocando a culpa de tudo em todos. Vazio, Indiferente, sem paz, quem saber procurou a solução em amigos e na força de seu braço, mas tudo isso fez com que ele se afastasse mas de Deus.
Seu erro: Cristo estava ao seu lado e ele o rejeitou não reconheceu o seu erro e continuou cego no pecado, pois ao seu lado estava o autor da vida, pois aquele a quem ele estava zombando era o salvador do mundo a solução para sua alma sem paz, mas ele o rejeitou.

A cruz do arrependimento

Seus feitos: Na mesma situação do outro malfeitor, pois ele mesmo diz que merecia esta ali.
Sua vitória: Reconheceu que estava errado v.40, reconheceu o senhorio de Cristo e creu na vida eterna.

A cruz da Redenção

Cheio de misericórdia, de perdão para dá, de amor, de paz, morrendo pelos nossos pecados, sendo zombando por muitos mas perdoando a todos v.34.
A sua compaixão era tanta, que ele disse ao ladrão: Hoje estarás comigo no paraíso. V.43

Rejeição e sofrimento

Jesus foi crucificado num local fora da cidade ( Hb 13.12). Porque o local era chamado A CAVEIRA. O termo grego para caveira corresponde ao latim Calvário.

A crucificação e a morte de Jesus são a essência e o fundamento do plano divino da redenção (1 Co 1.23,24).

 Jesus, que nunca pecou, morreu em lugar da humanidade pecadora. Mediante sua crucificação, foi paga a penalidade dos nossos pecados, e a obra de Satanás foi desfeita (Rm 3.25). Agora, todos podem voltar-se para Deus, com arrependimento e fé em Cristo, e receber o perdão, a salvação do pecado e a vida eterna.

Vejamos as últimas declarações de Cristo na cruz.

(1) Entre 9:00 horas e o meio-dia: (a) A palavra do perdão: Pai, perdoa-lhes (v. 34). (b) A palavra da salvação: hoje estarás comigo no Paraíso (v. 43). (c) A palavra do amor: Mulher, eis aí o teu filho... Eis aí tua mãe (Jo 19.26,27).
(2) As três horas de trevas: do meio-dia às 15:00 horas, nenhuma palavra registrada.
(3) Cerca das 15:00 horas: (a) A palavra do sofrimento espiritual: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc 15.34). (b) A palavra do sofrimento físico: Tenho sede (Jo 19.28). (c) A palavra do triunfo: Está consumado (Jo 19.30). (d) A palavra da entrega: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (v. 46).

E O POVO ESTAVA OLHANDO

Uma das provas mais seguras da depravação do coração humano é o homem sentir prazer na violência, sangue derramado e morte. (1) Era o que acontecia nas arenas romanas e gregas, onde os espectadores sentiam prazer em ver os homens lutarem e morrerem. Foi isso que também aconteceu com os espectadores que passavam e olhavam vendo Cristo morrer de maneira horrível (vv. 35-37). O mesmo aconteceu nas perseguições aos fiéis. (2) Vemos esse fato repetido em nossa sociedade moderna, onde milhões de adultos e crianças comprazem-se e divertem-se no vídeo, no cinema, nas revistas e noutros meios de entretenimento, olhando a morte, a violência, o sangue e o sofrimento humano, quando os homens matam uns aos outros (ver Rm 1.32 nota). (3) Jesus morreu para mudar essa situação, trazendo o amor e a solicitude. Ele quer que vejamos com compaixão os terríveis efeitos provocados pelo pecado e que ouçamos os gemidos da humanidade sofredora (ver 13.16 nota). (4) Pesa sobre os pais a responsabilidade e o dever de se protegerem e às suas famílias das investidas e influências desses meios maléficos de passatempo no lar e fora dele, que leva o ser humano à insensibilidade ante a dor e a tragédia humanas (ver Mt 18.6 nota).

Conclusão

Ele disse àquele homem: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Deus não tem filhos prediletos, o seu amor é imensurável. 

Ev. Junior França

A mensagem da Cruz de Cristo




Estamos indiferentes ao sofrimento da cruz de Cristo, ao pensarmos que o preço que Cristo pagou por nós foi pequeno e por está razão se esquecemos da grande missão que temos para fazer diante deste mundo que sofre com as ações malignas do inimigo. Precisamos nos despertar e analisamos que sofrimento foi este que Cristo passou na cruz que  nos fala tão alto, pois mesmo sendo rejeitado por muitos não deixou de cumprir a sua missão, pois o seu amor falava muito mas alto do que mil palavras.

A morte por crucificação tornou-se um dos mais infames e crueis métodos de tortura do mundo antigo. Cícero a chamava “a mais cruel e horrenda das torturas”. Will Durant escreveu que “até mesmo os ramanos se compadeciam de suas vítimas”. Flávio Josefo, o grande historiador judeu, chamava de a mais ignóbil das mortes.  O açoitamento, após o tribunal pronunciar o veredicto de crucificação, era costume amarrar o acusado a um poste no próprio local. O criminoso era despido de suas roupas e, então, severemaente chicoteado pelos encarregados do suplício. O chicote, conhecido como “flagrum”, tinha um cabo flexível ao qual eram atadas longas tiras de couro de vários comprimentos. Pedaços de ossos e chumbo, agudos e denteados, eram trançados entre elas.  O pesado açoite é descido com toda a força vez após outra nos ombros, costas e pernas da pessoa. No início as tiras grossoas cortam apenas a pele. Mas como os açoites continuam, elas cortam mais profundamente, atingindo os tecidos subcutâneos, produzindo primeiro um gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele, e finalmente jorros de sangue arterial das veias dos músculos subjacentes. As pequenas bolas de chumbo primeiro causam contusões grandes e profundas que vão se abrindo por causa dos açoites seguidos. Finalmente a pele das costas fica em tiras e toda a área torna-se uma massa irreconhecível de tecido ferido e sangrento. Poderiamos falar também da coroa que os seus acusadores fizeram para ele e da cruz e dos pregos que utrapassaram a sua carne, mas o que preciamos entender é que Ele fez tudo isso por nós e ao ressuscitar ao terceiro dia deu-nos a liberdade e a autoridade de falar deste homem que mudou as nossas vidas e quer mudar as vidas de muitos, se assim fizermos a Sua vontade.

O que nos impedi de enfrentarmos o que Cristo enfrentou, estamos nós paralíticos que não podemos caminhar, estamos nós cegos que não podemos ver, estamos nós mudos que não podemos falar, estar pois a palavra morta que não podemos da vida aos que estão precisando, ou estamos preocupado em galgar uma posição neste mundo, que se esquecemos do que Cristo passou para nos dar a verdadeira paz que tantos esperam e precisam.

É já a última hora, Deus precisa de homens e mulheres que possam entender o que Cristo passou na cruz e o que está mensagem significa, para que possamos transmitir aos que estão sedentos, famintos, cansado, tristes, para que possamos dar água ao sedento, comida ao faminto, alivio ao cansado, alegria ao triste.

Deixemos as coisas que nos impedi de prosseguir, e tomemos a nossa cruz e sigamos ao mestre amado, para que possamos levar por meio da sua santa palavra, muitas vidas a Ele.


Ev. Junior França

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lição 3 - 1º Trimestre 2011 O DERRAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES 16 de Janeiro de 2011




LEITURA BÍBLICA
Atos 2.1-6,12

1 Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. 2 De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados.
3 E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas , conforme o Espírito os capacitava. 5 Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. 6 Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. 12  Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: “Que significa isto?”

INTRODUÇÃO

O crescimento da Igreja, na atualidade, é ocasionado pela atuação do Espírito Santo em nossos dias. Se desejamos mais conversões e a manifestação do poder de Deus, devemos buscar, insistentemente, os dons espirituais, tão necessários neste momento de incredulidade total.
A promessa de batismo no Espírito Santo é uma das mais belas promessas das Escrituras, outorgada à Sua Igreja. Embora desprezada pelos cristãos históricos e tradicionais, podemos, á luz da Palavra, perceber a validade da promessa para os dias atuais, revestindo a Igreja de poder e ousadia na propagação do Evangelho.

1.  O BATISMO COM ESPÍRITO SANTO 
     
Ter o Espírito Santo não é o mesmo que ser batizado no Espírito Santo. Os discípulos, mesmo antes do Pentecoste, já tinham o Espírito Santo (Jo 20.22). O batismo no Espírito Santo é um revestimento de poder que capacita, principalmente, para fazer missões (At. 1.8, Luc 24.49).
A evidência desse batismo é o falar línguas. No dia de Pentecoste eles falaram línguas (V.4). Antes disso, ninguém tivera tal experiência. Na casa de Cornélio, como Pedro soube que o Espírito Santo desceu sobre eles? Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus (At. 10.46).
Há igrejas neopentecostais que não têm noção dessa evidência e confundem ter o Espírito Santo com o batismo no Espírito Santo. Ultimamente, estão inventando muitas práticas exóticas sem apoio bíblico.
 Precisamos deixar que Deus trabalhe em nossos corações, permitindo que toda mazela seja retirada de nossas vidas e que a nossa boca possa falar o que o nosso coração esta cheio, através do Espírito Santo.

2.  FUNDAMENTOS DO BATISMO NO O ESPÍRITO SANTO

Sim, embora sua atuação se desse de maneira esporádica no AT., não residindo em caráter permanente no crente como observado no N.T., as Escrituras nos deixam claro sua atuação nos homens por Ele escolhido, iluminando-os (Jó 32:8); concedendo-lhes sabedoria (Jz 3:10; 6:34); revelação (Nm 11:25; 2 Sm 23:2); instruções sobre a sabedoria, entendimento, conselho, poder, bondade e o temor de Deus (Is 11:2) e a administrar-lhes a sua graça (Zc 12:10).
No A.T. observamos textos como (Joel 2:28,29; Is 44:3; Ez 11:19,20; Zc 12:10) que fundamentam a promessa do Batismo no Espirito Santo.
Já no N.T. há uma maior diversidade de textos que corroboram com esta maravilhosa promessa:
•Os evangelhos sinóticos encerram essa promessa da descida do Espírito Santo quase que em seus primeiros lances, através da mensagem de João Batista (Mt 3:11,12; Mc 1:8; e Lc 3:16,17)
•A promessa da descida do Espírito Santo é mais amplamente desenvolvida no Evangelho de João, nas declarações do Senhor Jesus sobre o divino paracleto (Jo 14:15-17,25,26; 15:26,27 e 16:5- 11,11-15).
•Em Atos vemos o cumprimento da promessa no cap. 2, e a repetição desse mesmo derramamento em outras circunstâncias ( Atos 8:15-17; 9:17; 10:44-46; 19:6).
•Paulo em suas epistolas, ensina que o batismo no Espírito Santo outorga ao crente ousadia e poder para este realizar grandes obras em nome de Cristo (Rm 15:18,19; 1 Cor 2:4; 1 Cor 12:7).

3. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NA HISTÓRIA DA IGREJA

Pentecoste era uma das três moires festas judaicas. As outras duas festas eram Páscoa e a Festa dos Tabernáculos. Pentecostes é um nome advindo da palavra grega cinquenta, termo usado pelo fato de a festa ser celebrada no quinquagésimo dia após o Sábado de Páscoa. Essa celebração também era conhecida pelos nomes Festa das Semanas, Festa dos Primeiros Frutos ou das Primícias.
Durante essa celebração, os judeus levavam a Deus as primícias da terra em ação de graças, esperando que Ele desse ao resto da colheita a Sua bênção. Esse Dia de Pentecostes é o dia das primícias da Igreja de Cristo, o começo da grande colheita das almas que viriam a conhecer a Cristo e a unirem-se à Igreja por meio da obra do Espírito Santo.
Há também alguns estudiosos que acreditam que o Pentecostes era uma festa realizada em observância à entrega da Lei de Deus no monte Sinai. Esse dia, no livro de Atos dos Apóstolos, é significante porque marca quando Deus começou a escrever a Sua Lei em nosso coração pelo espírito Santo.
Não há qualquer indicação no novo testamento de que a promessa do batismo no espírito Santo seja algo meramente para o primeiro século, como defendem expositores antipentecostais. A promessa é para “tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”. Há registros de que ao longo da história do cristianismo, diversos cristãos falaram línguas, Irineu, Agostinho, Lutero, Wesley e muitos outros. Com o avivamento do País de Gales, de Kansas e da rua azuza, quase simultaneamente, o fenômeno das línguas voltou a ser algo generalizado, e não meramente uma raridade.

Martinho Lutero (1483-1546)

A informação de que Lutero foi um defensor da atualidade do Batismo com (no) Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, aparece na obra de Orlando Boyer, "Heróis da Fé":
"Encontra-se o seguinte na História da Igreja Cristã, por Souer, Vol. 3, pág. 406:' Martinho Lutero profetizava, evangelizava, falava línguas e interpretava; revestido de todos os dons do Espírito."
Boyer foi citado também por Andrade (Idem, p. 105):
"Com a Reforma Protestante, testemunhar-se-ia o advento de um gigante espiritual que haveria de abalar irresistivelmente os alicerces da civilização. Foi este titã um autêntico pentecostal. Segundo o historiador Sour (sic), Martinho Lutero falava línguas, interpretava-as, profetizava e achava-se revestido de todos os dons do Espírito Santo."


John Wesley (1703-1791)


Em seu livro "Batismo no Espírito Santo" (2000, p. 38), o pastor Enéas Tognini, líder do movimento de renovação nas igrejas batistas no Brasil, fala sobre Wesley: "João Wesley converteu-se a Cristo e, depois de mais ou menos dois anos após a sua conversão, foi batizado no Espírito Santo [...]".
"No século 18, temos a destacar os irmãos Wesley e o príncipe dos pregadores ao ar livre, George Withefield. De conformidade com um relato fidedigno da época, foram os três de tal maneira visitados pelo Senhor que, certa vez, rolaram pelo chão, tamanho era o poder e a graça experimentados".


Charles Finney (1792-1875)


O nome de Charles Finney é citado como alguém que vivenciou a experiência de Pentecoste por Andrade (Ibidem, p. 105) e Tognini (Ibidem, p. 38).
Um artigo no site da Igreja de Nova Vida, retirado do Jornal Tombeta de Sião, e intitulado "O Protestantismo e a Doutrina Pentecostal", confirma a declaração de que Finney, conforme escrevera em uma autobiografia, foi batizado com (no) Espírito Santo:
"Recebi um grande batismo no Espírito Santo [...] não sei se deveria dizer, mas não pude me conter e balbuciava palavras inexpressivas do meu coração [...]".
Discorrendo ainda sobre a evidência da manifestação de línguas na vida de Finney, o articulista cita James Gilchrist Lawson (1874-1946), que em seu livro "Profundas Experiências de Cristãos Famosos", escreveu :
"Em algumas ocasiões o poder de Deus se manifestava em tal grau nas reuniões de Finney, que quase todos presentes caíam de joelhos em oração, ou melhor, oravam com lamentos e queixumes inenarráveis pelo derramamento do Espírito de Deus".

4. OS OBJETIVOS DO BATISMO NO O ESPÍRITO SANTO

Esse batismo tem por objetivo nos habilitar de modo sobrenatural para o trabalho cristão. Quando o recebemos, tornamo-nos muito mais úteis à obra de Deus, passando a fazer o que antes não conseguíamos. Somos como uma lâmpada que, por mais bonita que seja, por mais limpa e tecnologicamente desenvolvida, não acenderá sem a ação da energia elétrica. Quando o Espírito Santo nos batiza, ele nos concede um ou mais dons, que são capacidades sobrenaturais que vêm sobrepujar nossa própria incapacidade (I Cor.12.1-11; Joel 2.28-29; Rm.8.26).Vemos, portanto, quão importante é o batismo com o Espírito Santo para que a igreja seja eficaz mediante a operação do poder de Deus.
Edificação espiritual – o crente, ao falar em línguas, é edificado espiritualmente (1 Cor 14:4,15);
Maior dinamismo espiritual - o crente passa a ter maior dinamismo e maior coragem na propagação do evangelho (Mc 14: 66-72; At 4;6-20);
Maior desejo de orar e resolução para orar e interceder – O crente cheio do Espírito Santo ora e intercede constantemente a favor dos filhos de Deus (At 3:1; 4:24-31; Rm 8:26);
Maior glorificação do nome do Senhor – isto é, na vida e nos atos dos servos de Deus que o adoram em “espírito e em verdade (Jo 16:13,14).

CONCLUSÃO

Sendo uma promessa bíblica, o batismo no Espírito Santo está à disposição daquele que o quiser buscar. Não há uma fórmula mágica para a sua obtenção, entretanto, todos os que o buscam precisam ter sede (Is 44:1), ser nascido de novo (Jo 3:3), pois o Espírito só é dado à Sua Igreja (Jo 14:17). É uma promessa contemporânea e que não deve ser ignorada por nenhum cristão, “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quanto Deus, o nosso Senhor, chamar”(At. 2:39).

Pesquisado e Elaborado: Ev. Junior França - E-mail e msn: junior.franca1@hotmail.com  Fones: (85) 3226-2753(Igreja)ADBV.
Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lição da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico SBB, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico Wycliffe.





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Lição 2 - 1º Trimestre 2011 A ASCENSÃO DE CRISTO E A PROMESSA DE SUA VINDA 09 de Janeiro de 2011



LEITURA BÍBLICA
Atos 1.4-11
Um dia, quando estava com os apóstolos, Jesus deu esta ordem:
- Fiquem em Jerusalém e esperem até que o Pai lhes dê o que prometeu, conforme eu disse a vocês. Pois, de fato, João batizou com água, mas daqui a poucos dias vocês serão batizados com Espírito Santo. Certa vez, os apóstolos estavam reunidos com Jesus. Então lhe perguntaram: - É agora que o Senhor vai devolver o reino para o povo de Israel? Jesus Respondeu: - Não cabe a vocês saber a ocasião ou o dia que o Pai marcou com a sua própria autoridade. Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da Terra.
Depois de ter dito isso, Jesus foi levado para o céu diante deles. Então uma nuvem o cobriu, e eles não puderam vê-lo mais. Eles ainda estavam olhando firme para o céu enquanto Jesus subia, quando dois homens vestidos de branco apareceram perto deles e disseram:
- Homens da Galiléia, por que vocês estão aí olhando para céus? Esse Jesus que estava com vocês e que foi levado para o céu voltará do mesmo modo que vocês o viram subir.

INTRODUÇÃO
O livro de Atos conta a história de como o cristianismo fundado, organizado e como os problemas foram resolvidos. A comunidade dos crentes surgiu pela fé no Cristo ressuscitado e no poder do Espírito Santo, que a capacitou para testemunhar, amar e servir a Deus. A igreja cristã não começou ou cresceu por seu próprio poder ou entusiasmo. Os discípulos foram capacitados pelo Espírito Santo. Ele era o conselheiro e o Guia prometido, e foi enviado quando Jesus ascendeu ao céu. Foi importante para os discípulos ver a ascensão de Jesus ao céu. Dessa forma acreditaram, sem duvida, que Ele é Deus e que seu lar é o céu. (B.A.P.)

1.  A HISTÓRIA DA ASCENSÃO DE CRISTO      
Após passar 40 dias com seus discípulos, Jesus retornou ao céu. Os dois homens vestidos de branco eram anjos que proclamaram aos discípulos que um dia Jesus retornaria da mesma maneira que partiu: física e visivelmente.
A História não é uma mera casualidade nem um conjunto de acontecimentos cíclicos; move-se em direção a um ponto específico: o retorno de Jesus Cristo, para julgar e governar a terra. Devemos estar prontos para o seu retorno súbito (1 Ts 5.2), não andando a esmo, olhando para o céu, e sim, trabalhando arduamente para compartilhar as Boas Novas de forma que outros também possam torna-se participantes das grandes bênçãos de Deus. (B.A.P.)
Jesus prometeu que não nos deixaria sozinhos, mas que Ele estaria conosco sempre, até a consumação dos séculos (Mt 28.20; Jo 14.18). Ele cumpriu Sua promessa por meio do Espírito Santo, que habita no convertido (Jo 16.4-7).
Foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Essas três afirmações falam da partida gradual e majestosa de Jesus aos céus. A ascensão tem um pequeno espaço nas narrativas dos Evangelhos.
Em oposição a estes, Atos dos Apóstolos utiliza o relato como uma preparação para a narrativa dos eventos no Dia de pentecostes, o dia do nascimento da Igreja, a qual tem como base fundamental a morte, ressurreição e ascensão de seu Líder, agora assentado à destra de Deus.
Jesus dissera anteriormente que o Espírito Santo não viria até que Ele partisse (Jo 16.7). Por essa razão, o livro de atos dos Apóstolos apresenta a partida de Jesus no capítulo 1, e a vinda do Espírito Santo no capítulo 2, justapondo um relato ao outro.
A segunda vinda de Cristo e o estabelecimento de Seu Reino (At 1.6,7) ocorrerá do mesmo modo como Jesus ascendeu – física e visivelmente nas nuvens.
Segundo a tradição cristã, enquanto Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, Tomé foi transpassado pela espada por causa de sua fé. Mateus foi assassinado transpassado por uma lança. Matias foi decapitado. Tiago foi morto a chutes. Judas, Filipe e Bartolomeu foram crucificados.
A história da ressurreição é poderosamente autenticada pela preferência dos apóstolos de morrer a repudiar a verdade do seu testemunho.
As pessoas podem optar por mentir quando conveniente, mas aqueles homens alegremente sacrificaram a vida a fim de perpetuar conscientemente um engano? Nenhum dos apóstolos negou o que tinham testemunhado: a norte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo. Nenhum deles deu as costas para o testemunho, ou voltou-se contra seu relato pessoal da ressurreição de Cristo. Eles preferiram selar sua preparação com o próprio sangue. 

2.  A TEOLOGIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Para que o pecado do homem seja expiado, deve haver uma vida perfeita de justiça, vivida em completa obediência à santa lei de deus, para ser oferecida “sem mácula” ; Cristo realizou esta importante obra através de sua vida(Rm 5.19; 10.4; hb 4.15; 5.8,9). Deus mostrou sua absoluta satisfação com a obediência ativa e passiva de Cristo, ressuscitando seu filho dos mortos, a assim atestando que sua obra que visava alcançar a nossa justificação foi aprovada e aceita (Rm 4.25).
A ressurreição revela a vitória completa e final sobre a morte e o pecado, e sobre os seus efeitos no homem e na criação. Pelo fato de Cristo ter ressuscitado os crentes também ressuscitarão em corpos transformados (1 Cor 15). Por meio deste mesmo fato, a natureza também será libertada da maldição. Esta é a explicação da ressurreição do crente ou a manifestação dos filhos de Deus através da redenção do nosso corpo, e a remoção da servidão da corrupção na segunda vinda de Cristo serem mencionados como ocorrendo simultaneamente em Romanos 8.18-23(Diconário Wycliffe).

CONCLUSÃO
A fé dos cristãos repousa nos fatos históricos: vida, morte e ressurreição de Jesus. Esses eventos são narrados por Lucas em seu Evangelho com o propósito de despertar a fé.
Se o fato histórico da ressurreição de Cristo não fosse verdadeiro, então, a fé dos cristãos estaria destituída de fundamento, como afirma Paulo: E, se Cristo não ressuscitou, é vá a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados (1 Cor 15.17). Este livro dá a garantia aos cristãos de que a fé deles em Cristo se baseia em fatos. O crescimento extraordinário da Igreja primitiva está diretamente relacionado à ressurreição de Cristo.

Pesquisado e Elaborado: Ev. Junior França - E-mail e msn: junior.franca1@hotmail.com  Fones: (85) 3226-2753(Igreja), 8884.4401.
Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lição da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico SBB, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico Wycliffe.

Lição 1 - 1º Trimestre 2011 ATOS – A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO ATRAVÉS DA IGREJA 02 de Janeiro de 2011

LEITURA BÍBLICA
Atos 1.1-5
1 Em meu livro anterior, Teófilo, escrevi a respeito de tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar, 2 até o dia em que foi elevado aos céus, depois de ter dado instruções por meio do Espírito Santo aos apóstolos que havia escolhido. 3 Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus. 4 Certa ocasião, enquanto comia com eles, deu-lhes esta ordem: “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei. 5 Pois João batizou coma água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo”.

OBJETIVOS:
Conhecer o conteúdo e o propósito do livro de Atos.
Explicar os eventos pré-pentecostais à descida do Espírito Santo.
Saber como se deu o desenvolvimento da expansão da igreja neo-testamentária.

INTRODUÇÃO
O livro de Atos tem início em Jerusalém, com os discípulos reunidos em um recinto no Dia de Pentecostes. Então, o Espírito Santo veio sobre eles, autorizando-os a serem Suas testemunhas. O restante do livro descreve as consequências desse grande evento. A contagiante notícia apareceu primeiro em Jerusalém e depois se propagou rapidamente de pessoa a pessoa, de cidade em cidade. Enfrentou oposição em todos os lugares por onde passou. Dominou um mundo que estava bem preparado para combatê-la. Fortalecidos pelo Espírito Santo, os seguidores de Jesus anunciaram as boas-novas acerca dele em todos os lugares. Em menos de 35 anos, o evangelho alcançou cidades de Jerusalém a Roma.

1.  AUTORIA, DATA E TEMA.       
Autor
Lucas escreveu o livro de Atos para mostrar o cumprimento das palavras de Jesus, eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). O médico amado, é o autor de Atos.
Data
Atos não menciona a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., nem a perseguição movida pelo imperador romano Nero contra os cristãos após o incêndio em Roma, em 64 a.C.
È certo que Lucas mencionaria esses eventos significativos se eles tivessem ocorrido enquanto a obra era redigida. Além disso, as muitas menções feitas por Lucas aos testemunhos dados por Paulo diante das autoridades romanas não teriam sentido se Nero tivesse começado a sua severa perseguição aos cristãos. Logo, é razoável afirmar que o livro de atos foi escrito no período entre 60 a 64 d.C.
Tema
Os primeiros capítulos de Atos mostram os temas que são abordados nas cartas do Novo Testamento: a atuação do Espírito Santo na vida dos discípulos (movendo-os para a obra missionária, para pregação e a oração), a evangelização dos perdidos (a Igreja cresce de forma impressionante em Jerusalém e Samaria, e esse crescimento vai sendo estendido aos gentios) e a comunhão entre o povo de Deus (uma das características mais marcantes da Igreja).
A narrativa de Lucas possui um triplo objetivo: narrar a expansão da Igreja, os atos dos apóstolos e motivar os crentes. (E.C)
Os relatos em Atos são exemplos encorajadores; entretanto, o tema recorrente no livro diz respeito àqueles que foram testemunhas porque estavam revestidos do Espírito Santo. Aquele mesmo poder que os movia está disponível a nós, pois Deus não nos deixou à mercê de nossas próprias fraquezas. Ele enviou o Espírito Santo para nos auxiliar a seguir os exemplos dos primeiros cristãos (Ef 5.17,18) e para sermos testemunhas de Jesus em toda a terra.

2. O CONTEÚDO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
O livro de Atos fornece uma história condensada da Igreja primitiva. Um testemunho da maravilhosa expansão do evangelho de Jerusalém a Roma. Atos dos Apóstolos narra como o Espírito Santo impeliu nossos irmãos em Cristo do passado a darem prosseguimento à ordem de Jesus de serem Suas testemunhas em todo mundo.
O livro de Atos é uma narrativa histórica e, ao mesmo tempo, contém um significado teológico profundo. A fé dos cristãos repousa nos fatos históricos: vida, morte e ressurreição de Jesus. Esses eventos são narrados por Lucas em seu Evangelho com o propósito de despertar a fé.
Se o fato histórico da ressurreição de Cristo não fosse verdadeiro, então, a fé dos cristãos estaria destituída de fundamento, como afirma Paulo: E, se Cristo não ressuscitou, é vá a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados (1 Cor 15.17). Este livro dá a garantia aos cristãos de que a fé deles em Cristo se baseia em fatos. O crescimento extraordinário da Igreja primitiva está diretamente relacionado à ressurreição de Cristo. A grande comissão dada por Ele e o revestimento do espírito Santo são as únicas explicações razoáveis para a rápida e inacreditável propagação do evangelho no primeiro século.
Os primeiros cristãos não estavam testemunhando um Cristo morto, mas davam testemunho de um cristo que morrera e ressuscitara, e está vivo, do qual eles foram testemunhas oculares.

3. O PROPÓSITO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
O poder com um propósito
No inicio do livro de Atos, os seguidores de Jesus parecem confusos e temerosos. Mas, no fim do livro, eles estão bem em seu caminho para transformar o império romano com o evangelho. O que é levado em consideração com essa mudança dramática? O texto de Atos 1.8 nos dá a resposta: Recebereis a virtude do Espírito Santo.
  1. A virtude ou poder prometido não foi a força ou autoridade política. Israel era proeminente quando reinavam Davi e Salomão, mas esses dias estavam distantes da memória. Jesus não está fazendo alusão ao retorno do domínio judeu. Em vez disso, a palavra virtude significa habilidade ou capacidade. Jesus prometeu que, depois que o Espírito Santo viesse sobre eles, Seus seguidores teriam uma nova habilidade.
  2. A habilidade tinha mais a ver com ser do que com fazer. Os cristãos seriam testemunhas, não apenas dariam testemunho. O evangelho é um processo, não apenas um evento. Ele envolve toda a realidade vivencial, e não apenas um esforço ocasional.
  3. A virtude veio de fora, não de dentro. Os cristãos não tinham capacidade intrínseca de pregar o evangelho ao seu modo, mas tinham de buscar uma capacidade sobrenatural, proveniente do espírito Santo, para fazê-lo de forma afetiva. O poder veio quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, não antes.
  4. Os cristãos tinham de ser testemunhas de Cristo, e não deles mesmos. Eles tinham de fazer discípulos não para eles mesmos. Mas para o Senhor ressurreto (Mt 28.18-20)

CONCLUSÃO
A fé cristã não está edificada sobre especulações ou mitos, mas está firme sobre atos soberanos e testemunhos dados pelo Deus encarnado no universo espaço-temporal. Nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão do Senhor Jesus Cristo estão solidamente enraizados na história.

Pesquisado e Elaborado: Ev. Junior França - E-mail e msn: junior.franca1@hotmail.com  
Referência Bibliográfica: Ensinador Cristão, Lição da Escola Dominical, Bíblia Pentecostal, Aplicação Pessoal, NVI, DAKE e NTLH, Examinem as escrituras – J. Sidlow Baxter; Comentários Bíblicos, Manual Bíblico SBB, Pequena Enciclopédia Bíblica e Dicionário Bíblico Wycliffe.